Veja o Enslaved tocando um cover de Led Zeppelin

terça-feira, 23 de outubro de 2012


Fazer covers de Led Zeppelin nunca é uma tarefa fácil. Ainda mais se a música em questão é "Immigrant Song". Torna-se ainda mais difícil de imaginar isso quando trata-se de uma banda de vertentes mais pesadas do Metal. Mas, o Enslaved realmente fez isso com exímia qualidade! Na verdade, a banda já vem tocando esse cover em seus shows há cerca de um ano, mas o registro com melhor qualidade apareceu há pouco tempo. Esse vídeo foi gravado em uma apresentação para a TV norueguesa, então dêem uma conferida e vejam o quanto ficou excelente o trabalho dos caras.

Adrian Smith grava cover de Rush com orquestra sinfônica


A famosa orquestra londrina The Royal Philharmonic Orchestra, estará lançado através da Purple Pyramid Records, um tributo ao Rush. O trabalho chama-se "The Royal Philharmonic Orchestra Plays The Music Of Rush", contendo clássicos de toda a carreira da banda em versões orquestradas. Quem participa do álbum, tocando guitarra na canção "Red Barchetta", é Adrian Smith, do Iron Maiden. Além de Adrian, outro convidado especial é o guitarrista do Marillion, Steve Rothery. Confira a seguir o tracklist do álbum e o link para escutar uma das músicas.

Once Upon A Time: Sentenced

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


Hoje vamos estreiar a nova sessão do All That Metal, chamada Once Upon A Time. Aqui vamos comentar a história e discografia de várias bandas que já acabaram e deixam muitos fãs com saudades. E nada melhor que começar essa sessão da bandas que já partiram dessa pra melhor do que com os finlandeses do Sentenced, banda que fez o seu próprio funeral. O Sentenced foi uma banda que conquistou muitos fãs ao longo de seus 16 anos de carreira. A banda mudou muito ao longo de sua tragetória, e nós vamos comentar sobre cada uma das fases da banda nesse post.

The Nergalnator: mais um vídeo de Sacrum Profanum

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Como vocês podem estar acompanhado, constantemente postamos novos vídeos promovendo "Sacrum Profanum", autobiografia de Nergal, vocalista/guitarrista do Behemoth. Caso não tenha acompanhado, você pode ver os vídeos anteriores clicando aqui, aqui e aqui. O fato é, mais um vídeo foi divulgado, mas ao contrário dos anteriores, esse realmente não é tão bacana. No vídeo, Nergal está pilotando uma moto por ruas vazias, até chegar em uma igreja, onde ele para, desce e vai em direção a ela usando uma escopeta. Altamente br00tal e tr00. O negócio todo é uma analogia ao fato dele afirmar que suas armas contra as pessoas que chamam de "diabo encarnado", "mero ateísta" ou "tolo", que seriam sua guitarra e seu computador. Mas levando em conta todo o conteúdo e teor artístico dos vídeos anteriores, esse, infelizmente, ficou ridículo. Mas tudo bem, se você insiste em ver Nergal representando a versão polonesa do Exterminador do Futuro, o vídeo está logo a seguir. 
Independente do vídeo tosco, ainda acho que "Sacrum Profanum" deve ser uma ótima leitura e aguardo ansiosamente para seu lançamento em inglês no ano que vem. Por enquanto, o livro só foi lançado em polonês.

Corey Taylor na Comic Con de Nova Iorque e música nova do Stone Sour


O Stone Sour está prestes a lançar seu novo álbum, "House Of Gold And Bones - Part 1", um trabalho conceitual que deve virar uma história em quadrinhos. O trabalho gráfico tem sido realizado com a editora Dark Horse Comics, famosa por publicar trabalhos como "Sin City", "300", "Hellboy" e muitos outros. O vocalista Corey Taylor já falou até mesmo que gostaria de transformar sua história em um filme. E para mostrar um pouco mais de seu lado geek, a Fuse TV postou um vídeo de Corey na Comic Con de Nova Iorque, gravado no dia 13 de outubro.
Corey fala um pouco de sua paixão por quadrinhos, além de encontrar Garth Ennis, roteirista de obras como "Preacher", "Justiceiro", "Hitman", dentre outros. Além disso, ele visitou também o estande do site Metal Sucks, onde encontrou o famoso tatuador Paul Booth e o guitarrista Alex Skolnick (Testament), como pode ser conferido na foto que ilustra esse post.

Under Metal Fest-RS: nota sobre cancelamento do festival


Uma nota sobre o cancelamento do Under Metal Fest-RS, que deveria ser realizado entre os dias 15 e 17 de novembro na cidade Gravataí, foi publicada na página do Facebook do evento. A nota foi escrita por Marlon Mitnel, proprietário da Mitnel Produções, principal responsável pelo evento. No início da semana, já havia sido informado que a banda sueca Crucified Barbara cancelou sua apresentação no festival e pretende agendar uma apresentação em Porto Alegre para suprir a data. 
Infelizmente, a notícia chega para enfraquecer ainda mais a cena atual, que vem sofrendo com vários cancelamentos desde o fiasco do Metal Open Air. Soma-se isso ao fato da grande quantidade de shows grandes que vamos ter no final do ano, com bandas internacionais cobrando preços absurdos pelos ingressos. Isso divide o público, que não tem dinheiro para comparecer em todos esses shows que gostaria, optando por deixar de lado eventos mais underground. Mesmo considerando que o valor dos ingressos para o UMF eram bem acessíveis considerando a qualidade das atrações anunciadas. 
Quem mais perde com isso é a própria cena gaúcha também, que há anos necessita de um evento desse porte. Ainda mais levando em conta o nível de qualidade das bandas gaúchas que estariam presentes no festival. A própria Postmortem, de Pelotas, já passou por aqui, na nossa sessão Southern Extremism, onde fazemos questão de divulgar o material dessas excelentes bandas que temos por aqui. 
A seguir, o texto publicado sobre o cancelamento, indicando que a baixa venda de ingressos foi um dos responsáveis por isso. Sendo assim, não culpem a produção do evento, mas sim as pessoas ligadas a cena que nunca apoiam essas iniciativas.

Cradle Of Filth: fotos e making of de novo clipe


Os ingleses do Cradle Of Filth liberaram hoje um making of do primeiro clipe do álbum "The Manticore And Other Horrors". A faixa escolhida chama-se "Frost On Her Pillow", que estará presente no álbum que será lançado no final deste mês. Para ajudar a divulgar o álbum, a banda lançou um mini site através de sua gravadora, a Peaceville Records, contando alguns detalhes do álbum (que você pode conferir clicando aqui). A seguir, você pode ver algumas fotos e o vídeo com o making of da gravação do vídeo.

Iron Maiden: leia o anúncio oficial da banda no Rock In Rio

terça-feira, 16 de outubro de 2012


O seguinte press-release foi postado (em português) no site oficial do Iron Maiden, junto do anúncio do show no Rock In Rio.

IRON MAIDEN PROMETE ARRAZAR NO ROCK IN RIO COM SEU ELETRIZANTE SHOW MAIDEN ENGLAND

A organização do Rock in Rio tem o orgulho e a satisfação de dar as boasvindas ao Iron Maiden, uma das atrações principais da última noite do Rock in Rio, em 22 de setembro. 
Desde que estreou nos palcos do Brasil com a turnê World Slavery, na primeira edição do Rock in Rio em 1985, a banda desenvolveu uma longa relação de afeto com os fãs brasileiros e da América Latina. Outro momento histórico foi quando o grupo participou do Rock in Rio 2001, apresentando-se para 200 mil fãs, pouco depois de Bruce Dickinson e Adrian Smith retornarem ao Maiden para o inovador álbum Brave New World. O vídeo resultante da apresentação, "Rock in Rio", chegou ao número um das paradas internacionais e mostrou a inegável paixão que a plateia brasileira tem pela banda e que os músicos têm pelos fãs.
Desde então, o Iron Maiden vem ao Brasil com frequência, levando suas turnês às principais arenas e estádios do país inteiro, de Belém a Porto Alegre, de Recife a Manaus e várias outras cidades, incluindo quatro shows de estádio esgotados em São Paulo, um feito que poucas bandas conseguiram. E agora voltará para se apresentar no dia 22 de setembro no Rock in Rio 2013. 

Iron Maiden e Metallica confirmados no Rock In Rio 2013


Agora é oficial! Iron Maiden e Metallica foram confirmados hoje pela produção do Rock In Rio. Segundo o site Terra, uma coletiva de imprensa foi realizada hoje pela manhã do dia 16 de outubro, aos pés do Cristo Redentor. A outra atração confirmada é Bruce Springsteen. Ainda não se sabe se as duas bandas devem apresentar-se na mesma noite, apenas o Metallica que confirmou em seu site oficial que sua apresentação será em 19 de setembro de 2013. A partir de 30 de outubro já será possível comprar os ingressos no site oficial do festival, o chamado Rock In Rio Card, que permite escolher o dia que você pretende ir durante o período de 1º de fevereiro e 1º de abril de 2013, uma vez que nem todas as atrações principais foram confirmadas ainda.

UPDATE: saiu no site oficial do Iron Maiden que a banda deve fechar a última noite do festival, no dia 22 de setembro. 

Cattle Decapitation lançou o vídeo mais nojento da história do Metal?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


Muito sangue, violência, depravação e orgãos genitais mutilados. É isso que encontramos no clip da música “Forced Gender Reassignment”, do Cattle Decapitation. A música fazer parte do álbum mais recente da banda, "Monolith of Inhumanity", e se você está familiriazado com as letras da banda, sabe bem o que esperar quando afirmo que eles transcreveram fielmente as letras para o vídeo. O clipe foi banido de sites como You Tube e Vimeo, sendo postado apenas no site Bloody Disgusting. Para assistir ao vídeo, basta clicar aqui, mas fica a dica: evite assisti-lo se você acabou de comer algo ou se é menor de 18 anos. Ao mesmo tempo, se alguém é capaz de citar algum outro vídeo de alguma banda de metal extremo que seja ainda mais perturbador que esse, sinta-se a vontade de postar nos comentários.

1 mês de All That Metal

domingo, 14 de outubro de 2012


Há exatamente um mês atrás, eu estava inaugurando as postagens do All That Metal. Totalmente sem compromisso e sem imaginar que em tão pouco tempo o blog poderia ganhar tanto destaque. Comecei apenas pelo puro de prazer de escrever sobre música, mais especificamente sobre meu gênero favorito. E ao longo desse primeiro mês tudo foi ficando cada vez melhor, os acessos cresceram de forma absurda de uma maneira muito rápida. Então hoje vamos fazer uma retrospectiva do que rolou por aqui ao longo desse primeiro mês. 
O blog começou com algumas poucas matérias e alguns artigos. Lembro que o primeiro post de sucesso veio logo no primeiro dia, quando relembramos o clássico blog de humor Heavy Merdas. Desde o princípio quis deixar bem claro qual era a idéia: esse não é um blog para simplesmente dar notícias. Já existem inúmeros sites e blogs para isso, não vejo necessidade de criar mais um. Aqui nós vamos debater seriamente sobre Rock e Metal, de uma maneira inteligente, feito por quem entende e ama esse gênero musical e para quem quer outra opção diferente das demais. 
Outro fator importante que quis ressaltar desde o princípio é o fato de que destacamos muitas bandas que tem pouco espaço na mídia brasileira. Tanto que logo na primeira semana celebramos o dia do lançamento de "Epicloud", novo álbum do Devin Townsend Project, apenas com matérias abordando toda a carreira do músico canadense. O All That Metal possui a maior biografia de Devin já escrita por um brasileiro. Não só o DTP, mas tantas outras bandas que passaram por aqui, como Iwrestledabearonce, Between The Buried And Me, Becoming The Archetype, Daylight Dies, War From A Harlots Mouth, dentre outras. São bandas que não tem o seu merecido destaque na mídia nacional, que parece prender-se somente a bandas mais conhecidas para garantir sua audiência. Nos últimos dias, por exemplo, postamos o novo clipe do Suicide Silence e o post foi um enorme sucesso, teve vários acessos. E é ridículo pensar que uma banda tão grande como essa lá fora não tem a mínima atenção por aqui, mesmo eles possuindo muitos fãs brasileiros. 
Mas deixando de lado essas bandas gringas, criamos a sessão Southern Extremism, para entrevistar e divulgar o material de bandas exclusivamente gaúchas. Eu faço questão de mostrar para o resto do país o que nosso Underground tem de melhor. A estréia não poderia ter sido melhor, com meus velhos amigos da Postmortem, banda de Death Metal de Pelotas. Pra ficar melhor ainda, o primeiro post da sessão foi feita na data ideal, dia 20 de setembro, e ainda contou com a estréia exclusiva de uma faixa que vai integrar o próximo EP da banda. A segunda e mais recente postagem da sessão foi com o pessoal do Armada SA, uma banda excelente que já tem um grande destaque considerando o pouco tempo de estrada. Um grande prazer entrevistar essa banda que tem tudo para tornar-se grande com o profissionalismo dos músicos. Eu fico realmente satisfeito em anunciar que essa é nossa sessão de maior sucesso, provando que as pessoas apoiam sim as suas bandas locais.
Tivemos também duas entrevistas internacionais. A primeira foi com Gloria Cavalera, esposa e empresária do lendário Max Cavalera. Aliás, foi o primeiro indício de que o Cavalera Conspiracy poderia realmente vir ao Brasil com o Slayer. Alguns dias depois, o All That Metal foi o primeiro veículo de música pesada a divulgar as datas da turnê da banda pela América do Sul. A segunda entrevista foi com o inglês Charles Hedger, que contou sobre sua banda principal, o Imperial Vengeance, falou de seus anos ao lado do Cradle Of Filth, suas influências eruditas e vários outros assuntos em uma ótima conversa que pude ter com esse músico que admiro muito. Nessa entrevista tivemos mais um furo de reportagem: eu já sabia que Charles é agora guitarrista do Mayhem também, mas isso não foi confirmado oficialmente ainda, então o próprio Charles me pediu antes da entrevista que não comentassemos ainda sobre isso. Mesmo assim, fomos o primeiro blog/site nacional a anunciar isso. 
Outros destaques ao longo do primeiro mês foram os diversos artigos postados. Fizemos uma coleção de erros ditos pela Rede Globo sobre o Heavy Metal, uma matéria contando todas as passagens do Iron Maiden em Donington, uma lista com 10 álbuns excelentes que foram lançado esse ano, nosso próprio Hottest Chicks In Metal e muitos outros. Com a chegada de excelentes colaboradores que convidei para participarem do blog, tivemos matérias do Guilherme Niehues, que além de colaborar comigo com traduções de matérias, está desenvolvendo dois trabalhos excelentes, um sobre a pirataria na indústria musical e outro sobre os álbuns épicos do Ayreon. Tivemos também a estréia da Arielle Lucca, amiga de longa data que está abordando a questão estética do Metal. Temos também o Delmar Borba, um cara que realmente entende muito do assunto e tem a sua sessão chamada Metal Classics, comentando os maiores clássicos desse gênero.
Enfim galera, isso é só o começo. Espero que estejam gostando do blog e estamos abertos a sugestões. E lembrem-se, aqui vocês podem encontrar não só matérias sobre os clássicos, mas também bandas mais alternativas e dos mais diversos subgêneros. Rótulos tornaram-se obsoletos, os fãs brasileiros ainda prendem-se muito a isso. Mas não aqui no All That Metal. Os quase 5 mil acessos ao longo do primeiro mês estão aí para provar isso. E antes que eu  me esqueça, muito obrigado por todos esses acessos e obrigado também aos colaboradores que ajudaram ao longo do primeiro mês. Fiquem atentos, ainda tem muita coisa vindo em breve!


Ayreon: Actual Fantasy

sábado, 13 de outubro de 2012


         Antes de iniciar uma explanação de nova trama, gostaria de agradecer aos acessos e leitura de você caro amigo leitor, tanto no Whiplash quanto no All That Metal – ATM. Exatamente por esse respaldo, é que continuaremos até o fim da jornada, para detalhar essa riquíssima obra de arte e seu maestro Arjen Anthony Lucassen.
         Relembrando que, este artigo não se trata de um review do álbum, mas sim, uma leitura da história, conceito e personagens presente na trama.

         Vamos ao que interessa, ao texto sobre o álbum:

         Arjen iniciou em 1994 com o The Final Experiment, um conceito bastante amplo e significativo com Ayreon, sobre ficção-cientifica, mensagens através do tempo e deixando claro que, existiria uma continuação desta jornada em outro disco. (In)felizmente, a história não seguiria os mesmos moldes de seu antecessor no álbum de 1996, Actual Fantasy, tema deste artigo.
         Todavia, Arjen inovou novamente, trazendo consigo histórias interessantes e intrigantes, e abordando novos tópicos, sejam histórias criadas pelo próprio compositor ou assimilação com filmes de fantasia ou ficção cientifica.
         Tendo essa ideia em mente, a bolacha foi composta para que o diálogo não fosse apresentado, mas sim, a narração na íntegra faixa a faixa. Também é perceptível avaliar que, há um time menor por trás do instrumental e dos vocais, podendo ser identificado 5 (cinco) vozes, onde uma está presente em todas as faixas e duas delas são identificadas apenas como “bebe” e “pequeno garoto”.
         Para aqueles que conhecem Arjen, e sua carreira seja no Ayreon, Ambeon, em carreira solo ou qualquer outro projeto, sabe que o mesmo é um ser humano calcado de muitas ideias e grande parte delas, voltada a ficção-cientifica e fantasia, mas sem perder aquele toque de relacionar um ou outro detalhe ao mundo real.
         (nota: o álbum The Final Experiment, tema do primeiro artigo da série, é possível perceber que a sociedade prefere isolar os loucos que acreditam no fim do mundo ou em um sexto sentido, do que de fato, apoiar ou a tratar os mesmos, em base são vistos como perfeitos lunáticos desde os tempos do rei Arthur e Merlin).
         Uma única semelhança entre o primeiro álbum e este retratado no artigo é a sonoridade e semelhança nas composições, criativas, intrigantes e inovadores (para a época), outra marca registrada de seu maestro.
         Bom, com a apresentação já criada, vamos à análise da história/conceito do álbum. Para este artigo, será exposto faixa a faixa, pois conforme explanado, não se trata de um álbum conceitual, e sim de faixas conceituas com inicio, meio e fim. Então, lá vamos nós:

1.  Actual Fantasy (Real Fantasia [ou Fantasia Real])
Uma introdução ao conceito do álbum, que pede ao ouvinte que relaxe, e permita sonhar e imaginar um mundo tão real quanto ele queira que seja. Lembram daquelas sessões de hipnose? “Sente e relaxe, deixe tudo para trás, abra sua mente e imagine o inimaginável”. Pois é, exatamente essa sensação impregnada nesta abertura.

2.  Abbey of Synn (Abadia do Pecado)
A música é baseada no filme “O Nome da Rosa” (com Sean Connery), onde é contada a história de um monastério onde rir é estritamente proibido. Os monges um por um começam a morrer e deixam uma marca negra nos dedos e línguas. Após uma série de investigações, é descoberto um livro de comédia escrito por Aristóteles, mas suas páginas estão envenenadas; se você lamber o dedo e virar a página, você morre.

3.  Stranger From Within (Estranho do Interior)
Uma garota se encontra em coma, e os médicos estão tentando encontrar um meio de ajuda-la. Neste estado ela começa a fantasiar sobre um estranho. Ele pode ser perigoso, ou inofensivo, ou apenas um mágico. O estranho então, conta a garota que ela mesmo pode se curar através de sua própria imaginação, e então ele permite que os médicos o acertem, enquanto ele leva consigo a doença dela. A garota acorda e o estranho de seu interior se torna parte dela.

Curiosidade: A história foi idealizada pelo próprio Arjen.
Fora utilizada a palavra Synn (antiga gramática da palavra sin) para dar ênfase aos sintetizadores (synthesizer) utilizados na música.

4.  Computer Eyes (Olhos de Computadores)
A música conta sobre um garoto que esta a jogar um jogo no computador por dias. Em um determinado momento, ele não dizer se ele esta apenas jogando o jogo ou se tornou parte daquilo. Não é demonstrado nenhuma emoção e o mesmo se tornou um holograma, não achando uma saída daquela realidade.

Curiosidade: A história foi idealizada pelo próprio Arjen.

5.  Beyond The Last Horizon (Além do Último Horizonte)
A história se passa na Idade Média, durante as cruzadas. Um dos cavaleiros da cruzada é emboscados e morto. Após esse fato, a história é familiar: ele vê uma luz e vai ao encontro da mesma através de uma estrada que desaparece no horizonte. Além do último horizonte: a morte. Na maioria deste tipo de história, é dito que existe uma bonita luz ou céu após o horizonte. Mas, nesta aqui, não há nada, a não ser a escuridão e que eventualmente o cavaleiro irá desaparecer e se perder para todo o sempre.

Curiosidade: A história fora criada durante os últimos dias da vida de seu pai.

6.  Farside of the World (O lado distante do mundo)
A música é baseada em: “O Navegador”, um filme obscuro australiano. É sobre um garoto de um vilarejo medieval inglês onde uma praga esta matando grande parte dos habitantes. O garoto desmaia e tem uma visão: para curar o vilarejo ele terá que cavar um buraco através da terra, e do outro lado deverá cravar uma cruz no topo de uma torre cinza. Ao entender da letra, um ou dois personagens perecem na jornada, mas existe um final feliz.

7.  Back on Planet Earth (De volta ao planeta Terra)
Um garoto vive numa estação espacial. Humanos perderam a habilidade de sentir, mas ele ouve as pessoas mais velhas contando estórias sobre quando eles viveram no planeta Terra. Em seu computador o garoto encontra imagens das coisas mais belas no planeta, como flores e montanhas, mas também que a Terra fora destruída por guerras e desastres ambientes, e que as pessoas tiveram que viver no espaço para sobreviver. O garoto percebe que após visualizar suas emoções, suas risadas, ele preferira ter morrido na Terra, do que viver naquela fria estação espacial.

Curiosidade: A história foi idealizada pelo próprio Arjen.

8.  Forevermore (Para todo o sempre)
Baseada no filme “A história sem fim”. Um garoto rouba um livro de uma livraria. O garoto chega atrasado para a aula, se esconde no sótão e embaixo de um cobertor começa a ler o livro. O mundo fictício de “Fantasia” esta desmoronando; está sendo devorado pelo “Nada” (simbolizando o fato de ninguém mais fantasiar). O herói da história deve curar a imperatriz de sua doença e salvar “Fantasia”. Ele o faz, dando a imperatriz um nome.

9.  The Dawn of Man (Aurora do Homem)*
Última música do álbum, inspirado nos filmes “2001” e “2010” de Stanley Kubrick. A letra retrata a interpretação e a própria fantasia de Arjen perante aos dois filmes. E o caro amigo ouvinte, deve fazer o mesmo. Uma vez que as letras não podem ser explanadas de uma única forma. Apenas use sua imaginação! :)

Curiosidade: A música aparece somente na versão remasterizada de 2004 e na segunda versão do disco original. Sendo que na primeira versão, a mesma não consta e no lugar da mesma, existe um vídeo clipe animado da música Stranger from Within.

         No inicio da história do projeto, havia muitos sintetizadores a serem utilizados nas composições de Arjen e também de bateria eletrônica, que é o caso do álbum Actual Fantasy.
         Com isso, em 2004, Arjen relançou este álbum com o seu parceiro Ed Warby (Gorefest) realizando a parte de bateria, deixando o álbum mais orgânico, e também sendo remasterizado em Dolby 5.1, permitindo uma nova sensação ao ouvinte de todo o seu álbum.
         Todas as músicas remasterizadas, não são tão diferentes da versão original, mas possuem um tempo a mais ou a menos em cada uma delas, o que contabiliza cerca de 7 minutos a mais no álbum remasterizado, também devido a faixa The Dawn of Man.

         Inegável, novamente, informar que se o amigo leitor queira conhecer essa experiência como um todo, é necessário acompanhar suas músicas com as letras ao lado, para entender os detalhes de cada trama e personagens únicos criados pelo maestro Arjen Anthony Lucassen.

Tracklist de Actual Fantasy:
1. Actual Fantasy
2. Abbey of Synn
3. The Stranger from Within
4. Computer Eyes
5. Beyond the Last Horizon
6. Farside of the World
7. Back on Planet Earth
8. Forevermore
9. The Dawn of Man* (somente na versão remasterizada de 2004 e segunda versão do disco Actual Fantasy)


Beyond the Last Horizon

Computer Eyes

Stranger from Within (Official Video)

A hora e a vez das groupies falarem


"Groupies! Love 'em or leave 'em"
- Devin Townsend

Aviso: o post tem como único intuito mostrar a cultura das groupies dentro do Rock/Metal e alguns de seus segredos. Essa NÃO é, de forma alguma, uma matéria sexista com o intuito de vulgarizar ou julgar garotas que tem relações com integrantes de bandas famosas. Os autores do All That Metal prezam pela total liberdade de todos e cada um sabe muito bem o que faz da sua vida ;)

Sempre achei interessante o quanto esse mundo do Rock e do Metal é gigante e cheio de tradições, histórias, tantas coisas magníficas e muitas pessoas sequer sabem do que esse gênero musical se trata. Ao longo do tempo, muitos dos tabus da música pesada foram quebrados. Em seus primórdios, eram raras as mulheres que integravam bandas de destaque, ao contrário de hoje em dia em que elas ganharam seu espaço e tornou-se comum ver bandas com mulheres em sua formação. Mas isso é assunto para outro post futuro. Pois hoje não vamos falar das mulheres que sobem nos palcos, mas sim daquelas que preferem ficar no backstage: as groupies.
As groupies fazem parte da cultura do Rock 'n' Roll desde a popularização do mesmo, com a explosão das primeiras bandas que fizeram sucesso nos anos 50 e 60. Garotas empenhadas em passarem momentos mais íntimos ao lado de seus ídolos. Com o passar das décadas, elas tornaram-se cada vez mais conhecidas nesse meio, ao ponto de bandas criarem uma imagem de libertinos e/ou depravados exclusivamente por suas histórias com groupies. O fato é, enquanto houver um homem empunhando seu instrumento no palco (com todo o perdão do trocadilho, é claro), haverão groupies para uma celabração pós-show.

Marilyn Manson e Rob Zombie discutem em turnê conjunta


Marilyn Manson e Rob Zombie estão atualmente em uma turnê conjunta pela América do Norte, chamada Twins Of Evil. Mas, pelo visto, as coisas não andam muito bem não entre os dois. Ao que parece, tudo começou com o show de quinta-feira passada, dia 11, em que a apresentação de Manson começou 20 minutos atrasada e a banda teve que cortar a última música do set, "The Beautiful People". Manson culpou Rob Zombie pelo ocorrido, falando durante o show "eu vou chutar o traseiro dele".
Ontem a turnê esteve em Michigan e Rob decidiu dar a sua resposta, falando em pleno show que existem turnês que simplesmente não dão certas em conjunto e que estava cansado da postura de rockstar de Manson. Para deixar ainda melhor a já abalada relação de ambos, Rob ainda decidiu incluir um cover do Alice Cooper, para "School's Out". Ao anunciar a música ele dedicou ela ao "único e verdadeiro shock rocker que já existium, não um punk-ass bitch, Alice Cooper". E daí para baixo com mais alguns "suck it Marilyn Manson" e outras coisas agradáveis.

Review de CD: Kiss - Monster


O Kiss acabou de lançar seu novo álbum de estúdio, singelamente intitulado "Monster", vigésimo trabalho da banda que completa 40 anos de estrada no ano que vem. Confesso que fiquei com um certo receio de escutar esse novo petardo, mas a obrigação de fazer um review dele falou mais alto. Digo isso pelo fato de que o Kiss, sem dúvidas, foi a banda que me inseriu no meio do Rock 'n' Roll e da música pesada como um todo. Se não fosse pelos discos de vinil do Kiss que meu pai tinha em sua coleção, eu jamais estaria nesse blog escrevendo para você caro leitor. Mas seu antecessor, "Sonic Boom" foi decepcionante para mim, um trabalho muito aquém do padrão de qualidade da banda, ainda mais considerando a demora sem nenhum lançamento de inéditas. 
So que não existe nada melhor na vida do que agradáveis surpresas como a audição desse álbum foi para mim. É óbvio que "Monster" não é um clássico instantâneo, mas ele também não veio para figurar na extensa discografia da banda. Não esperem também por algo inovador, o Kiss é responsável por ter influenciado várias gerações de rockers no mundo inteiro, então eles não precisam provar mais nada para ninguém. O que temos aqui é puro Rock 'n' Roll, com aquela pegada e melodias clássicas tão raras de encontrar-se hoje em dia.

Br00tal Quotes #2


Br00tal Quotes chegando atrasado e totalmente fora do horário padrão do blog. Mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? Dessa vez, temos uma citação que vai causar grande polêmica criando uma briga entre fãs de duas grandes lendas. Vejam só o que Steven Tyler, vocalista do Aerosmith e ex-jurado do American Idol, falou a respeito do Kiss...

O visual headbanger e sua distorção na atualidade

sexta-feira, 12 de outubro de 2012


Quem nunca, ao sair pelas ruas, se deparou com aquele sujeito de roupas pretas, acessórios pesados e tênis ou coturnos “surrados”? Em qualquer que seja a cidade sempre existirá um amante da música pesada que usará do conceito e da devoção destas para agregar ao seu visual, elementos que direcionem sua imagem aos seus gostos musicais.

A questão é que, além do muito que se pensa, o visual headbanger acabou se tornando mais abrangente, onde acaba havendo uma divisão brusca entre a devoção musical e o visual utilizado apenas como uma ferramenta para autoimagem e idealização de uma ideia que difere da original: caracterizar o amante da boa música.

Talvez “desevolução” seja o termo correto para definir o que ocorre com a ideia de que visual define atitude. Há um tempo atrás, vestir uma camiseta de banda, qualquer que fosse, tornava clara a ideia de que a pessoa de fato tinha um direcionamento musical que o fizesse curti-la de fato - há um tempo ainda maior, a dificuldade no acesso destas confirma ainda mais o descrito. Nos dias de hoje, usa-se uma camisa de banda simplesmente porque a estampa dela possui uma imagem bacana, ou porque usá-la fará com que a imagem que a pessoa passa para a sociedade seja aquela de “cidadão rebelde”, sem conhecer ao menos um álbum desta. (Quem já viu o Chimbinha vestindo uma camiseta de black metal, sabe ao que me refiro nesse artigo)

O intuito principal deste breve artigo não se trata apenas de criticar o mau uso da imagem headbanger, mas para apresentar a noção de que, muito do que se vê, não é de fato o que deveria ocorrer. Fazer propaganda e divulgar erroneamente algo ao qual não se possui conhecimento, ou não se possui amor pelo conteúdo, é de fato incorreto.

Mas, não se deixe abater, se você chegou até esse texto, significa que o conteúdo indispensável para “vestir a camisa” por algo, caro leitor, você possui. Mas não se esqueça dessas palavras ao se deparar com um suposto “gothic metaller” sentado no ponto de ônibus escutando Charlie Brown Jr. 

Anneke van Giersbergen vai responder perguntas dos leitores do All That Metal


Pessoal, é com muito orgulho que eu informo vocês que a Anneke van Giersbergen (Agua de Annique, Devin Townsend Project, ex-The Gathering)  vai estar disponível para responder CINCO (e não mais que cinco) perguntas enviadas pelos nossos leitores. Funciona da seguinte maneira: você posta suas perguntas nos comentários desse post ou no Facebook, e nós vamos selecionar as 5 melhores para enviar a ela. As perguntas podem ser enviadas até domingo a noite. Aproveitem essa oportunidade única!

Ayreon: The Final Experiment

quarta-feira, 10 de outubro de 2012



            Antes de iniciar a leitura do texto abaixo, deixo claro que este não é uma resenha do álbum, mas sim, uma explanação inicial de seu compositor e qual a ideia/história por trás do primeiro álbum do projeto.
         Este é o primeiro capítulo, uma vez que todos os álbuns serão comentados, trazendo toda a história de AYREON a tona, e permitindo que o leitor entenda este magnifico projeto.

Bem, vamos ao texto em questão:

         No ano de 1994, Arjen Anthony Lucassen começou a trabalhar em seu projeto solo, trazendo consigo todo o experimentalismo e facetas de um multi-instrumentista. O primeiro trabalho, The Final Experiment, reviveu o que conhecemos hoje por ópera metal/rock, e não prendendo a um único estilo de rock ou metal em geral. O que nos é mostrado é uma soberba mistura de gêneros, vozes, elegância, e puramente música para todos os gostos.
          A ideia inicial de Arjen era criar um álbum conceitual que fugisse dos padrões espalhados no meio musical da época, onde a maioria dos álbuns já conceituais utilizam histórias reais. Ficção cientifica, era o primeiro passo a ser adicionando a fórmula do holandês, que logo adicionou também um novo conceito entre as demais bandas, injetando vários músicos para trabalharem em seu projeto, seja através dos instrumentos ou vozes. Uma palavra poderia resumir todo o trabalho que ali estava a ser executado: ousadia.
         Porém, a ousadia foi mais além do convencional, uma vez que Arjen estruturou toda a sua música e suas composições em cima de diálogos entre pessoas ou até mesmo sentimentos humanos, como será explanado em outra oportunidade. O processo permitiu que a história fosse baseada em uma narração de primeira e terceira pessoa, podendo entender o que o personagem demonstra no momento de sua fala, através da sua escrita e tom de voz/melodia aplicada.
         Com quase todos os detalhes arquitetados, Arjen trouxe a tona o primeiro álbum do projeto, revivendo o metal opera, demonstrando a sua criatividade e carimbando o seu cartão de visitas ao mundo. O experimentalismo e a amarração a vários gêneros cercados de corais, vozes e um instrumental bastante rico, demonstraram a pretensão de Arjen para este projeto que até hoje continua na ativa, tendo 8 (oito) álbuns de estúdios, sem contar vários singles e compilações.
         Antes de entrarmos no enredo da fabulosa história do The Final Experiment, é preciso salientar que o mesmo possui 4 (quatro) atos, dividindo os eventos ocorridos da trama. Portanto, o resumo da história será retrata separadamente em seus atos e também quais músicas fazem parte de cada ato, segue um prólogo:

Prólogo
(1.   Prologue)
            “No ano de 2084, cientistas descobriram uma forma de enviar mensagens para o passado através da telepatia temporal. Com o planeta terra quase destruído por diversas causas, eles tinham uma esperança com o experimento: avisar o passado sobre o futuro para reverter o destino do planeta.”.
        
Ato I – O Inicio.
(2. The Awareness | 3. Eyes of Time | 4. The Banishment)
            O receptor das mensagens telepáticas é Ayreon, um menestrel cego que vive na Grã-Bretanha do século seis. Ele viveu sua vida na escuridão desde o momento que nasceu, até que um dia tudo mudou – Ayreon podia ver imagens. O menestrel acreditou que estas visões eram enviadas a ele pelos senhores do tempo. Sem saber quanto tempo restava até que o planeta terra fosse destruído, Ayreon se propõe a contar o conto do fim do planeta cantando músicas de guerras, desastres naturais e sobre tecnologia e computadores. Os terríveis contos assustaram moradores de uma cidade que o expulsaram.

Ato II – A corte do rei Arthur.
(5. Ye Courtyard Minstrel Boy | 6. Sail Away to Avalon | 7. Nature’s Dance)
         Sozinho e expulso de sua cidade, Ayreon segue até o castelo do rei Arthur, e, sendo um menestrel famoso, é permitido a ele o direito de cantar suas visões na corte do próprio rei.

            Ato III – Ecos Visuais.
(8. Computer-Reign (Game Over) | 9. Waracle | 10. Listen to the Waves | 11. Magic Ride)
            Merlin, o mago da corte, que possuía grande inveja das habilidades de Ayreon de prever o futuro, não está satisfeito com as mensagens contadas e decide convencer a corte de que o menestrel é um falso profeta.

         Ato IV – O desejo de Merlin e o destino de Ayreon.
(12. Merlin’s Will | 13. The Charm of the Seer | 14. Swan Song | 15. Ayreon’s Fate)
            Merlin acreditou que era necessário silenciar Ayreon de uma vez por todas, e, o amaldiçoa. Com a maldição concluída, Merlin percebe seu erro, porém é muito tarde para voltar atrás. O mago prevê que a mensagem chegará à mente de outro menestrel no final do século vinte...

         Inegável que, para entender melhor a trama, é necessário entender o básico em inglês e ouvir cada música com a letra ao lado, permitindo associar cada rico detalhe na trama da história a ser desenrolada.
         Contudo, a melhor parte do projeto de Ayreon é que a história apenas começou com o The Final Experiment, onde a evolução dos personagens, da história em si e de Ayreon possuem uma continuidade nos álbuns subsequentes lançados por Arjen. Portanto, é imprescindível que o amigo leitor, tenha um tempo para apreciar os demais álbuns com as letras para se adiantar e descobrir como termina a trama criada por Arjen no inicio dos anos 90.

         Fiquem ligados, que conforme explanado no inicio do texto, existirão mais artigos referente aos demais álbuns do projeto e também novidades sobre essa magnifica história, contada por seu mestre Arjen Anthony Lucassen.

Tracklist do álbum The Final Experiment:
1. Prologue
2. The Awareness
3. Eyes of Time
4. The Banishment
5. Ye Courtyard Minstrel Boy
6. Sail Away to Avalon
7. Nature's Dance
8. Computer-Reign (Game Over)
9. Waracle
10. Listen to the Waves
11. Magic Ride
12. Merlin's Will
13. The Charm of the Seer
14. Swan Song
15. Ayreon's Fate

The Charm of the Seer

Ye Courtyard Minstrel Boy


Versões Surf Rock para clássicos do Black Metal


E se ao invés de ter surgido na gélida Noruega, o Black Metal tivesse nascido em um local mais quente e com praias? Foi o que tentaram imaginar alguns músicos pelo You Tube que criaram versões de Surf Rock para alguns dos maiores clássicos do gênero. Por incrível que pareça, o trabalho ficou realmente muito bom e merece uma conferida. Os nomes sofreram pequenas modificações, como vocês podem notar a música “Transilvanian Hunger” tornou-se “Californian Hunger", pelo The Darkthrones. Temos versões também para clássicos de Emperor ("I Am The Black Wizards"), Mayhem ("Freezing Moon") e Burzum ("Dunkelheit").

Ayreon: Novo álbum para 2013


 
A mente criativa por trás do fabuloso AYREON, o senhor Arjen Anthony Lucassen, anunciou novo álbum para o ano de 2013.
 
O sucessor do álbum "01011001", lançado em 2008 não possui uma data especifica anunciada, apenas que será no ano de 2013.
 
Para quem não conhece AYREON, vale a pena informar que, o projeto conta sempre com vocalistas convidados, desde James LaBrie do Dream Theater, Simone do Epica, Floor (ex-After Forever), Anneke (ex-Gathering), Mikael do Opeth, Devin e muitos outros.

Confira o anuncio feito por Arjen:



Artigo: Existe uma definição para pirataria hoje?

terça-feira, 9 de outubro de 2012



             No velho mundo – leia-se no inicio do século – entendia-se como pirataria o exercício de vender cópias não autorizadas de seus artistas para colegas, comércio ou outros meios, a fim de, garantir um trocado no final do dia sem muito esforço, afinal o único trabalho que existira era oferecer a mercadoria.
         Atualmente, a pirataria se estendeu não somente ao exercício descrito anteriormente, mas sim, acresceu o fator de como conseguimos os materiais hoje, seja via internet ou através de um pendrive emprestado de um colega.

 

        Todavia, é inegável assegurar que, de ambos os meios, quem perde é o artista. E é exatamente nesta tecla que muitos artistas e gravadoras batem e discursam, mostrando que pirataria, seja qual for a forma é crime e deveria ser punida sem restrição alguma.
         Muitos artistas alegam que a distribuição de música nada mais é que uma ajuda para espalhar a sua arte, a sua música e a sua palavra mundo a fora, para cantos que não haveria a possibilidade de conhecer determinado estilo, artista ou cultura. 

         Por muitas vezes, a pirataria é utilizada como termo maligno e outrora benigno, no ponto de vista de artistas, músicos, fãs e até de alguns especialistas, mas não para as gravadoras que somam prejuízos acima de prejuízos (nota: segundo elas mesmas).
         O intuito do texto não é explanar de forma concreta o que é a pirataria, o que ela representa e o impacto dela na sociedade decadente, mas sim, uma porta de entrada para outros artigos que tratam de certa forma do mesmo assunto, circundando o assunto e tentando demonstrar a opinião do redator sobre a visão que ele tenha, mesmo que distorcida desse assunto.
         O real objetivo é trazer a tona uma velha discussão para a mente dos leitores que possa não se lembrar do termo pirataria, uma vez que a evolução tecnológica mascara o termo e o faz ser esquecido entre as massas de downloads. Portanto, é aqui que deixo a minha ênfase para você, leitor: o que realmente significa pirataria?


  
Minha sincera opinião sobre o assunto é que pirataria ainda é a comercialização ilegal de CDs, músicas e qualquer arte de terceiros sem a devida conscientização e pagamento de royalties para as devidas fontes. Não considero que downloads devessem ser tachados como pirataria uma vez que, as músicas são para uso próprio seja no Ipod, Iphone, Tablet ou até mesmo no carro, e servem como divulgação da arte e cultura do artista. 

         Posso dar o seguinte exemplo, nunca iria conhecer as bandas, presenciar os shows em terra tupiniquim e nem mesmo adquirir uma parte da discografia de determinada banda, se não fosse, claro o download. Além de que, é extremamente difícil adquirir material antigo de bandas nada convencionais, fora os preços exorbitantes, mas esse papo, fica pra um próximo artigo.


Nota: Fora utilizadas fotos da banda Behemoth e Katatonia, pois os exemplos que citei em minha opinião se referem as estas duas grandes bandas :)