Interview: MELISSA CROSS

quinta-feira, 27 de junho de 2013


This interview was originally posted in Portuguese.
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Couple of years ago, it was normal to people say that extreme metal singer were amateurs that can just scream. But time changed and even beyond the genre professional singers started recognize harsh vocal techniques. Melissa Cross is one of the biggest references with her singing lessons and already released 2 instructive DVD's entitled Zen Of Screaming. A lot of Metal fans already heard her name, but if you're not familiar, you may probably know some of the bands that took her lessons: Slayer, Lamb Of God, Arch Enemy, Cradle Of Filth, Machine Head, Slipknot, Exodus, Suicide Silence, Trivium e many others. 
We had a chat with Melissa about vocal technique and she told us some tips for those who want to become a professional singer. Besides that, she also answered some question from Brazilian singer send by Mizuho Lin e Sergio Mazul (SEMBLANT), Odommok (FROST DESPAIR) and Adriano Pasini (ARMADA SA e BARRABÁS SOCIETY).

Como fazer um headbanger sentir-se velho - Parte 2 (Especial Metallica)


No segundo post dedicado a fazer nossos leitores sentirem os efeitos do tempo, vamos falar exclusivamente sobre o Metallica. Se você perdeu a primeira parte, clique aqui e veja como o tempo passa rápido, ao perceber quantos anos já passaram-se desde alguns acontecimentos que marcaram época e você certamente ainda lembra como se fosse ontem.
Fãs de Metallica, deixem seus netos de lado por um momento e confira a lista abaixo.

Entrevista: MELISSA CROSS

quarta-feira, 26 de junho de 2013


This interview is also available in English.

Há alguns atrás, era comum as pessoas considerarem vocalistas de Metal extremo como amadores que só sabiam gritar. Mas os tempos mudaram e até mesmo fora do gênero os profissionais de canto passaram a reconhecer as técnicas de vocal gutural e drive. Melissa Cross é uma das maiores referências do ramo atuando como professora de canto, além de já ter lançado dois DVD's instrutivos chamados "Zen Of Screaming". Fãs de Metal que estudam técnica vocal certamente já a conhecem, mas se o nome não é familiar, talvez você conheça algumas das bandas com as quais ela já trabalhou: Slayer, Lamb Of God, Arch Enemy, Cradle Of Filth, Machine Head, Slipknot, Exodus, Suicide Silence, Trivium e muitos outros. 
Batemos um papo com Melissa sobre técnica vocal e ela deixou algumas dicas para quem ainda pretende profissionalizar-se como vocalista. Além disso, ela ainda respondeu dúvidas de vocalistas brasileiros, perguntas que foram enviadas por Mizuho Lin e Sergio Mazul (SEMBLANT), Odommok (FROST DESPAIR) e Adriano Pasini (ARMADA SA e BARRABÁS SOCIETY).

Review de CD: Black Sabbath - 13 [Por Paola Rebelo]



Para ler todas as resenhas do All That Metal sobre o novo álbum do Black Sabbath, clique na tag review 13.

Falar sobre Black Sabbath é como pisar em ovos. É preciso ter em mente que está lidando com lendas, e como qualquer ídolo desse porte, existem legiões de fãs com as mãos cheias de pedras para atirar em qualquer um que ouse discordar. Durante os meses de espera pelo lançamento de 13 já eram lançados alguns previews de músicas que não eram exatamente tudo aquilo que se esperava, mas a expectativa continuou alta, afinal, estamos falando dos inventores do heavy metal.

E a verdade é que o 13 realmente não se fez presente como deveria. Com certeza é um ótimo álbum. Com certeza ele está acima da média dos álbuns lançados esse ano, ou no ano passado, ou ainda no anterior. Com certeza manteve o mesmo estilo do Sabbath das antigas... Mas apenas com mais do mesmo. Não importa nesse aspecto a qualidade das músicas em si, mas o fato é que se esperava muito mais desse quarteto (ops, trio e um convidado) tão renomado.

"End of the Beginning" abre o álbum com um sonoridade inicialmente mais sombria e carregada, e se estende lentamente até os riffs mais pesados se revelarem por detrás daquele pano introdutório com clima de teatro de horrores. O destoante negativo dessa música, que se segue presente em outras faixas do álbum, acabou sendo realmente o trabalho do baterista Brad Wilk (Rage Against the Machine, Audioslave). Logicamente, já havia um preconceito geral da escolha de quem assumiria as baquetas no lugar de Bill Ward, porém só se pode fazer esse tipo de crítica depois de o trabalho ter sido lançado... E Wilk realmente não convenceu. Evidenciou-se a bateria simplista da música em contraste com os riffs brilhantes de Tony Iommi.

A canção mais longa é a "God is Dead", que todo mundo já conhecia pelas previews do álbum. Ela demora a engrenar, e mantém sua passada lenta, porém sem perder a gravidade proposta por Iommi e Geezer Butler, que se mantiveram alinhados em sintonia durante grande parte da música, salvo alguns riffs de guitarra que se destacam nas notas mais altas da duvidosa técnica vocal de Ozzy Osbourne.

A seguir temos "Loner", um dos carros-chefe de 13. Trata-se de uma faixa bastante comercial, sim, porém isso não diminui a sua qualidade. Ela começa forte, com um toque que mistura o rock clássico com o hard rock dos anos 90 e uma pitada de blues. Os riffs acentuados e pegajosos criaram uma harmonia interessante com a voz de Ozzy. Uma voz limpa com certeza não daria a essa música a atmosfera que ela precisa para funcionar.

"Planet Caravan", é você? Muitos fãs de Black Sabbath devem ter pensado isso ao ouvir "Zeitgeist", de extrema semelhança com a canção do álbum Paranoid, lançado em 1970. Não há nada de inovador, mas é agradável aos ouvidos, bastante calma, com o violão como um tranquilo e frio substituto da guitarra de Iommi. A psicodelia setentista marca as batidas entre violão e bateria num clima que beira o western. Uma combinação interessante com bom resultado, porém, repetindo o que o Tiago já havia dito em sua crítica, ela é uma canção desnecessária. O que pedem os fãs não são clássicos antigos reescritos, mas sim novos clássicos.

"Age of Reason" é o momento dourado de Brad Wilk, e talvez o seu único destaque em todo o álbum. Ao contrário das demais faixas longas do álbum, ela já começa com força e velocidade, e possui variações em diversas passagens ao longo da música. Pode não ser a sonoridade mais marcante do 13, mas é uma daquelas raras canções em que todos os instrumentos recebem sua devida ênfase nos momentos mais adequados. Quem se sobressai, entretanto, é mais uma vez Tony Iommi, com um solo cujas virtudes não se baseiam em velocidade, mas sim em uma evolução gradativa em uma dança bem construída ao longo das notas. Um bom solo é comparável a um bom discurso, afinal, deve ter início, meio e fim.

"Live Forever", por sua vez, ataca com um riff poderoso logo de início, e ganhou o carinho imediato da grande massa de fãs de rock e metal. Ela é o pacote completo: solos constantes, riffs definidos, uma bateria simplória, porém funcional... Se há uma canção de 13 que todos nos shows da turnê que vem aí saberão cantar, minhas apostas caem em um coro uníssono cantando "But I don't wanna live forever, but I don't want to die". Não é a melhor do álbum, porém está longe de passar despercebida.

Não há palavras suficientes para descrever "Damaged Soul". É o retorno magistral ao Sabbath das antigas, com aquele pé enfiado fundo no blues e uma letra com deus, demônio e apocalipse ao estilo mais tradicional dos primeiros álbuns da banda. Geezer Butler e Tony Iommi disputam destaque ao longo dos oito minutos de duração da faixa, mas, por fim, quem acaba subindo no pedestal é mais uma vez Iommi.

"Dear Father" pode não ser a melhor faixa de 13, contudo com certeza é a que ganhou a letra mais interessante. As intensas linhas de baixo de Butler, o peso da agressividade dos dedos metálicos de Iommi sobre suas cordas e o vocal mais sombrio de Ozzy contam a história de um garoto abusado sexualmente por um padre. Mais uma vez, a bateria se perde entre o modesto e o clichê, porém os demais elementos dessa canção se mostraram tão fortes que as habilidades de Brad Wilk não se mostraram tão ofensivas.

Na Deluxe Version de 13, os velhinhos presenteiam os fãs com mais quatro faixas arrebatadoras. "Methademic" começa com uma guitarra lenta e solitária, mais uma vez com certa alusão western, e em uma virada repentina de estourar as caixas de som, torna-se rápida e forte, com o tipo de riff que gruda na cabeça e fica se repetindo por horas após a música ter sido ouvida. É uma música a ser lembrada, que mereceria um espaço maior dentro do disco, talvez até mesmo substituindo canções como "Zeitgeist" ou "God is Dead". Talvez seja a única faixa que possa bater de frente com "Damaged Soul" ou "Loner".

"Peace of Mind" é uma surpresa agradável para quem já havia perdido completamente as esperanças em Brad Wilk. É uma música que se mantém constante, sem abusar das trocas de velocidade, e bastante curta se comparada a qualquer faixa da banda, com apenas três minutos e 41 segundos. Não é uma música feita para ser a favorita de ninguém, mas possui as linhas clássicas do Sabbath antigo em boa evidência. 

"Pariah", ouso dizer, é a música abençoada com o solo mais bonito que Iommi preparou para esse disco, embora não se possa dizer que é o mais elaborado. Também é uma faixa relativamente curta (embora não tão curta quanto "Peace of Mind"), e com um refrão grudento que poderia funcionar muito bem na turnê que vem por aí. Ela gradativamente aumenta seu ritmo ao longo da música até encontrar um momento de estabilidade, de forma absolutamente natural. Uma ótima faixa que talvez muitos não venham a conhecer por ser uma bônus, infelizmente.

"Naïveté in Black" provavelmente é a música do Black Sabbath mais difícil de ser ouvida. A quarta e última faixa bônus de 13 só está presente na versão americana do disco (versão Best Buy), e mesmo na internet foi difícil encontrar sinais de que ela realmente existia mesmo dias após o lançamento do álbum. A canção adiciona um pouco mais de distorção na guitarra e soa um pouco mais pesada do que as demais. É uma canção interessante, porém ordinária, o que faz questionar o porquê o tamanho exclusivismo em relação a ela ter sido lançada em só um país. Remete mais aos trabalhos da carreira solo de Ozzy Osbourne do que ao próprio Black Sabbath.

13 foi gravado entre agosto de 2012 e janeiro de 2013 nos estúdios Sangri La Studios (Califórnia, EUA) e Tone Hall (Warwickshire, England), com a produção de Rick Rubin. Sob o selo da Vertigo e da Universal, o álbum foi lançado oficialmente no dia 10 de junho de 2013, e se encontra em 1º lugar nos Music Charts em cerca de dez países, incluindo o Billaboard 200 (EUA).

Uma curiosidade a respeito desse álbum é como foi feita a sua arte de capa. Seguindo a aura retrô setentista que domina 13 do início ao fim, a empresa londrina Zip Design decidiu que tudo deveria ser natural e sem computadores. Assim, contrataram o escultor Spencer Jenkins para construir o número 13 de vime, com oito metros de altura. A escultura foi incendiada na zona rural de Buckinghamshire e fotografada por Jonathan Knowles. Foi lançado um vídeo de Behind the Scenes da produção da arte de capa, em uma parceria da equipe de filmagem de Knowles com a Zip Design, que pode ser visto neste link.

Nota: 4

Review de CD: Kalmah - Seventh Swamphony

terça-feira, 25 de junho de 2013

 Como o próprio nome já indica, "Seventh Swamphony" é o sétimo disco de estúdio dos finlandeses do Kalmah, banda que ficou conhecida por tocar um Death Metal melódico extremo e de alta precisão. O grupo que sempre teve as guitarras dos irmãos Antti e Pekka Kokko a frente, conseguiu levar sua música a um novo patamar, fugindo dos clichês que perseguem o gênero que dedicaram-se a tocar. Talvez parte disso seja por conta do novo tecladista, Veli-Matti Kananen, que sabe usar seus efeitos de forma inovadora na banda, sem soar entediante como boa parte das bandas do gênero.

A faixa título dá início aos trabalhos de forma violenta com blast beats e acordes de teclados que dão um tom de grandiosidade ao início do trabalho. A canção nos brinda com o Kalmah já tradicionalmente conhecido por todos, ou seja, espere por melodias bem construídas, vocais extremos e outros elementos comuns ao Death melódico. No meio da música temos uma bela passagem acústica que antecede o solo de guitarra. Em "Deadfall" e "Pikemaster" a banda dá continuidade ao clima que permeia quase todo o trabalho. São canções rápidas e técnicas, sempre com as guitarras a frente conduzindo tudo com riffs e melodias. Apesar do uso excessivo dos teclados em diversos momentos, a banda consegue fazer com que isso seja um diferencial e não atrapalhe o resultado como um todo.

O maior destaque do novo lançamento é "Hollo", faixa que destaca-se em meio ao álbum com seu começo mais arrastado, um bom trabalho de contraponto nas guitarras e vocais limpos em determinados trechos. Do peso arrastado ela evolui e fica mais rápida, com o pedal duplo marcando riffs mais rápidos e corais acompanhando as linhas de teclado. Definitivamente, um diferencial não apenas para "Seventh Swamphony", mas para toda a discografia do Kalmah.

"Windlake Tale" é uma das mais pesadas do trabalho e destaca-se pela grande variação e criatividade ao longo de seus 4 minutos e meio. Nesse ponto já é evidente para qualquer um as influências eruditas da banda, especialmente nos solos magistrais presentes em quase todas as músicas do disco. O clima muda um pouco em "Wolves On The Throne", outro momento em que podemos observar estruturas bem trabalhadas com ótimas linhas de guitarras, baixo e teclado.

Próximo ao fim do álbum, temos a pesada e rápida "Black Marten's Trace", que lembra um pouco os trabalhos mais antigos da banda. "The Trapper" encerra o novo álbum do Kalmah de forma digna, uma das melhores dentre as 8 faixas. É uma canção que também lembra os primeiros álbuns da banda, especialmente nas melodias das guitarras, apesar de ainda conter elementos comuns a fase atual.

De uma forma geral, "Seventh Swamphony" é um ótimo álbum, repleto de variedades que conseguem prender o ouvinte o tempo inteiro. Em momento algum ele torna-se previsível como acontece em determinados casos com outras bandas do gênero. Ouso dizer que é um dos melhores lançamentos do ano, especialmente levando em conta a exímia técnica dos músicos. Para quem já era fã o trabalho é muito recomendado e para quem ainda não conhece a banda é uma ótima maneira de dar o primeiro passo.

Nota: 5/5



Como fazer um headbanger sentir-se velho - Parte 1

segunda-feira, 24 de junho de 2013


Quem não lembra dos bons tempos em que você comprava um CD ou disco de vinil e corria o mais rápido possível para chegar em casa e escutar o novo item adquirido para a coleção. Numa época em que o amigo que comprava aquele aguardado lançamento sempre acabava fazendo cópias em fita K7 para o resto do pessoal. As pessoas davam muito mais valor para cada álbum que conseguia comprar, não é era como conhecer uma banda e 10 minutos depois ter toda a discografia. Era muito melhor. 
Consultando as estatísticas de nossa página no Facebook, a maior parte dos leitores do ATM tem entre 25 à 34 anos. Ou seja, pessoas que conheceram bem a realidade citada anteriormente, ou no mínimo passaram pelo final deste momento esquecido na história da música. Em meio a isso tudo, existem aqueles acontecimentos relacionados a diversas bandas que jamais são esquecidos. Algum acontecimento importante, uma seperação, uma reunião, um lançamento que marcou época. As possibilidades são infinitas. 
Se você já se sentiu velho quando postamos 30 álbuns lançados em 2003 (matéria originalmente criada pelo site MetalSucks.net), agora vamos ainda mais longe. Vamos citar uma séria de acontecimentos que sucederam-se no mundo do Rock/Metal nesse mesmo período em que você estava fazendo suas cópias em fitas K7 e comprando discos de vinil. Fatos que você certamente recordará quando ficou sabendo e onde estava no momento que a notícia chegou aos seus ouvidos, especialmente se viveu os anos 90. É meu amigo, os anos passam e tudo muda. Confira a lista que vai fazer você sentir o peso da idade.

Phil Anselmo em animação sobre culinária

sexta-feira, 21 de junho de 2013


Você consegue imaginar como seria um programa de culinária se ele fosse apresentado por Phil Anselmo? Foi exatamente isso que o artista Joey Siler tentou representar através de uma animação postada no YouTube. A música ficou a cargo da banda tributo Good Friends And A Bottle Of Whiskey. Realmente hilária, confira o vídeo logo abaixo.

Entrevista: Rafael Bittencourt (ANGRA, BITTENCOURT PROJECT)


Semana passada começamos uma série de matérias especiais com o intuito de preparar os fãs de Angra para a vindoura apresentação que a banda realizará em Porto Alegre (CLIQUE AQUI para infos sobre o show). No primeiro post abordamos a carreira de Fabio Lione, vocalista convidado para a turnê comemorativa da banda. Esta semana pretendíamos falar sobre o debut que lançou o Angra ao mundo, "Angels Cry", lançado há 20 anos atrás e considerado um marco para o Metal nacional. Mas surgiu a possibilidade de trazermos algo ainda mais especial aos nossos leitores: uma entrevista exclusiva com o guitarrista Rafael Bittencourt.
Rafael Bittencourt não é apenas o guitarrista do Angra, quem é fã da banda sabe o papel que ele desempenhou ao longo dos anos. Sempre foi um dos principais compositores do grupo, além de ter encarado todas as mudanças enfrentadas nas últimas duas décadas, como a trágica separação após "Fireworks" e os problemas burocráticos que deixaram a banda inativa no final dos anos 2000. Seu lugar é ao lado de grandes nomes que marcaram o gênero no Brasil, fazendo com que seja uma grande honra para nós do ATM apresentar esta entrevista.
Falamos sobre a turnê comemorativa, o reality show para escolher o novo vocalista, os preparativos para celebrar os 20 anos de "Angels Cry" e outros assuntos diversos. É óbvio que não poderíamos deixar de perguntar sobre os boatos que envolvem uma possível participação de Andre Matos no futuro. Além disso, ainda desenvolvemos uma conversa bem interessante sobre a identidade das bandas nacionais e as mudanças que a indústria musical vem enfrentando ao longo dos anos. Confira!

Hibria: Novo álbum em primeiro lugar em pré-venda no Japão!



O HIBRIA recebeu uma ótima notícia hoje. Seu novo disco, 'Silent Revenge', alcançou a primeira posição no ranking de pré-vendas da HMV, maior loja de discos do Japão.

O disco já vem entre os 10 mais vendidos, sem ao menos ser lançado, por pelo menos duas semanas, na frente de nomes como Linkin Park, Amon Amarth, Masterplan, Heaven Shall Burn, entre outros.



E essa não é a primeira vez que os japoneses colocam o HIBRIA no topo do Ranking. Nos lançamentos de todos os outros álbuns em terras nipônicas, o grupo brasileiro também figurou como o MAIS VENDIDO, tendo o álbum 'Defying The Rules' ficado por 6 semanas consecutivas no topo da lista.  Essa relação de amizade entre a banda e Japão ficou eternizada com a gravação do DVD 'Blinded by Tokyo - Live in Japan', que também ficou no topo das paradas novamente!

Recentemente a banda anunciou mais uma viagem ao Japão, que será a quinta turnê do HIBRIA por lá em 5 anos consecutivos. Como agradecimento, o novo álbum sairá com um bônus especial para os fãs japoneses, sendo esse uma música especialmente composta pela banda para os fãs japoneses.

'Silent Revenge' será lançado no Japão semana que vem, no dia 26 de junho pela King Records. No Brasil o disco sai em 13 de julho pela Voice Music.

O título e todo o álbum foram inspirados no filme argentino "O Segredo dos Seus Olhos", um thriller psicológico que trata sobre perda, angústia, desejos não realizados e vingança.

Confira o primeiro videoclipe retirado do trabalho: 'Silence Will Make You Suffer'.

Confira o videoclipe "Silence Will Make You Suffer", que contou com a direção de Luís Mário Fontoura, direção fotográfica de Lívia Santos, direção de arte de Ana Musa e montagem e finalização por Denise Marchi.



Mais surpresas estão sendo preparadas para a festa de lançamento. Fique ligado!

Contato para shows: hibria@hibria.com

Sites relacionados:
www.hibria.com
www.facebook.com/HIBRIAOFFICIAL
www.myspace.com/hibria
www.metalmedia.com.br/hibria

Fonte: Metal Media

Interview: Simon Berglund (ZONARIA)

quinta-feira, 20 de junho de 2013


Check out some other interviews in English clicking on the tag ATM International.
This interview is also available in Portuguese.

by Caio Botrel

ATM had a chat with Simon Berglund, guitarrist/singer of the Swedish band Zonaria. Berglund talked about the band's carreer and details about "Arrival Of The Red Sun", released in 2012 via Listenable Records. 

Entrevista: Simon Berglund (ZONARIA)


This interview is also available in English.

por Caio Botrel

O ATM realizou uma entrevista exclusiva com Simon Berglund, guitarrista/vocalista da banda sueca Zonaria. Berglund contou um pouco sobre a carreira da banda e detalhes sobre "Arrival Of The Red Sun", álbum lançado em 2012 pela Listenable Records.

BOKADA METAL FEST 2 (15/06/2013 - Wong Bar – Pelotas/RS)

terça-feira, 18 de junho de 2013


Por Paulo Momento
Fotos: Paulo Momento e Vampy Eichmann
Vídeos: Paulo Momento

A segunda edição do Bokada Metal Fest, festival organizado pela Bokada Produções, em Pelotas/RS, foi no sábado dia 15/06 noWong Bar, na Zona do Porto de Pelotas. O evento contou com a participação das bandas IRON MACHINE, REVOGAR e TRAIL OF SINS.

Confira galeria de fotos e vídeos exclusivos ao final do post.

NervoChaos: Solidificado com um dos grandes nomes do Death nacional

segunda-feira, 17 de junho de 2013


Todos sabemos que o NERVOCHAOS é um grupo que sempre teve um objetivo certeiro: levar seu Death Metal aos quatro cantos do mundo.

Mas é inegável que desde o lançamento de 'Battalions of Hate' o grupo paulista vem numa crescente, não só pelo Brasil, mas mundialmente, inclusive com a oportunidade de excursionar pela Ásia!

Depois do 'Battalion of Hate' o grupo lançou o álbum que pode ser chamado de "ponto solidificador" do nome NERVOCHAOS entre os principais nomes do Death Metal: 'To The Death'.

Lançado no Brasil pela emblemática Cogumelo Records e mundialmente pela Greyhaze Records, 'To The Death' mostrou a banda em sua melhor forma, sendo inclusive mencionada como "mais uma obra-prima" pelo renomado site Heavy Metal Brasil.

A revista Roadie Crew classificou 'To The Death' como "o disco mais criativo, ambicioso e empolgante já lançado por eles" e não seria para menos, como confirmou o proeminente site Metal Samsara que além de entregar a nota máxima, classificou o disco como um "autêntico massacre sonoro como raramente é visto".

Mas os elogios não se restringiram ao Brasil, como podemos ver em algumas resenhas pelo mundo:

"Caótico, esmagador e implacável em seu ataque" - Heavy Metal Tribune (Singapura)
"Músicas que arrancariam sua cabeça como um machado" - The Breathless Sleep (Espanha)
"Um monte de grandes clássicos do Death Metal aqui" - The Grim Tower (EUA)
"Tudo é deliberadamente cativante e tradicional" - Cross Fire Metal (Alemanha)
"To The Death é tocado com fome e personalidade" - Decibel Magazine (EUA)

Juntando esses elogios a notas máximas em várias publicações e sendo escolhido como um dos melhores lançamentos de 2012, podemos sim dizer: "Estamos diante de mais uma potência brasileira do estilo! NERVOCHAOS!".

'To The Death', já em nova tiragem, está à venda pelo Brasil todo e mundo afora, nas melhores lojas e diretamente com a banda.

Ouça uma música:



Contato para shows e mercandise: nervo666@hotmail.com

Sites Relacionados:
www.facebook.com/NervoChaos
www.myspace.com/nervochaos
www.metalmedia.com.br/nervochaos

Fonte: Metal Media

Distraught: Vocalista participando do novo álbum do Hibria!


O vocalista André Meyer do DISTRAUGHT foi confirmado como uma das participações especiais do novo trabalho de seus conterrâneos do HIBRIA.

André participa de duas canções em 'Silent Revenge'. A faixa que dá título ao disco e a faixa que gerou o primeiro videoclipe, 'Silence Will Make You Suffer'.



"Pra mim foi uma honra enorme participar desse trabalho do Hibria, além de sermos amigos há muito tempo, sou fã do trabalho desses caras e sei o quanto batalham por seu espaço!" comenta André Meyer.

Já sua banda DISTRAUGHT, continua promovendo o mais recente trabalho, 'The Human Negligence is Repugnant', lançado no ano passado e eleito por várias publicações como o lançamento de 2012.

Um clipe foi retirado deste trabalho, confira:



Contatos para shows e Merchandise: distraughtcontact@gmail.com

Sites relacionados:
www.distraught.com.br
www.facebook.com/distraughtband
www.myspace.com/bandadistraught
www.metalmedia.com.br/distraught

Fonte: Metal Media

John Valley Rock Festival


O John Valley Rock Fest é um evento sem fins lucrativos que foi criado com o objetivo de divulgar bandas locais e reanimar o cenário do rock de Pedreiras-MA. O evento vai contar com as seguintes bandas: Analogic, Ancestrais do Acaso, Nevermind e Barbas de Noé.

Do que se trata e objetivos

    Trata-se de um evento criado para divulgar talentos da música em Pedreiras, transcender barreiras e unir princípios, na expectativa de manter vivo o espírito da arte, tão presente em nossa história, e que, infelizmente, por vezes, parece ter sido esquecido.
    Unindo princípios e estilos de vida, ideais e anseios revolucionários, o projeto promete ser um movimento alternativo que não apenas busca divulgar o trabalho de profissionais da música em concertos musicais, mas também, ideais de resistência à opressão das massas, subprodutos da mídia, ao preconceito, uso de drogas e outros tantos assuntos a serem encarados.
    O Projeto John Valley Rock Festival tem por objetivo fazer acontecer uma série de eventos artísticos e apoiar novos artistas na cidade de Pedreiras - MA.


Origem e nome

    O projeto surgiu a partir de um pensamento de divulgar novos nomes no cenário musical pedreirense. Logo, pensou-se: “Por que não fazer uma temática do evento homenageando João do Vale, que foi o maior artista que essa terra já viu, e que, inclusive, levou o nome de Pedreiras para o Brasil (assim como pretendemos)?”. Desse pensamento saiu a ideia de “adaptar” o nome João do Vale para o inglês, assim juntando as duas culturas, a americana, que originou o estilo musical, hoje conhecido como o rock, com a cultura pedreirense, simbolizada por João do Vale.
    A logomarca do evento leva a imagem de um carcará com um escudo com as cores da cidade no peito, imitando o selo do presidente dos Estados Unidos, mais uma vez, juntando características das duas culturas, que agora unir-se-ão com a proposta de um novo estilo musical chamado Rock Rural, termo criado por João do Vale, que é uma mistura da música pedreirense com o rock’n’roll americano.

Em função de toda a temática da “ARTE PELA ARTE”, os idealizadores do evento decidiram-se por abdicar de quaisquer fins lucrativos, uma vez que o principal objetivo do movimento está em propagar a importância da arte e não mercantilizá-la. Fica decidido então, que todo o recurso arrecadado deverá ser utilizado em sua totalidade para fins de custos do próprio evento a ser realizado e/ou apoiado, a fim de oferecer sempre o melhor conforto e qualidade.

Objetivando a maior visualização das ações realizadas, foi lançada na internet uma página na rede social mais popular da atualidade, com o intuito de transparecer tudo que vem acontecendo com apoio do projeto, deixando claro assim para colaboradores, artistas e público como o projeto vem atingindo diversas camadas da sociedade, e ao mesmo tempo, abrindo um canal direto de integração e contato entre todos os envolvidos, somando tudo isso com informações de como participar e colaborar.

E na oportunidade e possibilidade, estaremos ainda trazendo artistas de outras regiões simpatizantes da ideologia do projeto. Decisão esta, tomada a fim de que esse espaço não se restrinja apenas a um único município, mas, que também possa estar acessível a todos aqueles que como nós, artistas de Pedreiras, têm peregrinado em busca de também propagar sua arte de forma pragmática.

Para tanto esperamos poder contar com a sua colaboração ou mesmo apenas a sua simpatia ao nosso propósito. Esperamos que você possa de alguma forma estar nos auxiliando a aproximar cada vez mais a arte aos olhos do público, e quem sabe assim, fazer valer de fato a cultura local que vaga muitas vezes esquecida pelas ruas de nossa cidade.

“Eu sou a flor que o vento jogou no chão, mas ficou um galho para outra flor brotar. A minha flor o vento pode levar, mas o meu perfume fica boiando no ar”.
- João do Vale, maranhense do século

Fonte: press release enviado pela produção do evento.

CLIQUE AQUI para conferir detalhes sobre o evento no Facebook.

Max Cavalera apoiando protestos no Brasil


Confira abaixo o vídeo que Max Cavalera gravou falando sobre os protestos que estão rolando em todo o país.


Two Weeks

domingo, 16 de junho de 2013



Lá vamos nós para mais um resumo de matérias que rolaram no ATM nas últimas duas semanas. Mas antes disso, vamos abordar alguns assuntos.


Vampire Cabaret

Próximo sábado, dia 22 de junho, tem mais uma Vampire Cabaret! Vai ter especial Type O Negative, Depeche Mode e Agonoize, além de sets para todos os gostos. Os DJ's tradicionais da festa estarão lá novamente, Deivid 69 e André Nachtmahr, além de convidados que incluem C@C@ (Gothik Night), Vampy (Dark City), Platinum e este camarada que vos escreve. Como já havia dito em um post anterior, meu set vai ser realmente brutal! Não percam! 

Mais detalhes sobre a festa: CLIQUE AQUI!


#allthatmetal

Sei que muita gente está descontente com a novidade mais recente do Facebook, que é a possibilidade de incluir hashtags. Mas vamos pedir aos nossos leitores que sempre que desejarem compartilhar uma de nossas matérias na rede social, usem a hashtag #allthatmetal. Não vai demorar nem 2 segundos pra fazer isso e você estará contribuindo para o crescimento e divulgação de nossa página.


New Kidz On Dead Rock

No dia 1º de junho participamos do programa New Kidz On Dead Rock, onde Lucas Queiroz, Paola Rebelo e eu conversamos sobre como é escrever sobre Rock/Metal hoje em dia. Desde então, tenho participado de todos os programas e já levei canções de Astaria, As Dramatic Homage, Red Front, Distraught e muito mais. Para quem quiser conferir, ele é veiculado todos os sábados das 20 às 22h pela Putzgrila. Banda interessadas também podem entrar em contato conosco se desejam ter músicas incluídas na programação.

Eu, Lucas Queiroz e Paola Rebelo no New Kidz On Dead Rock, dia 1º de junho

Próximos eventos no ATM...

Tem algumas matérias muito interessantes que podem ser publicadas a qualquer momento, incluindo entrevistas realmente importantes! Mas já vou adiantando que durante a próxima é provável que vamos reduzir um pouco o número de matérias publicadas. O motivo? Questões técnicas envolvendo mudanças no layout e um HD externo que não deveria estragar, além de outras questões pessoais. A situação deve normalizar-se em pouco tempo.

Fique ligado também nas matérias do nosso Especial Angra ao longo das próximas semanas. Na primeira matéria falamos um pouco sobre a carreira de Fabio Lione.

Não deixe de conferir também o especial do show do Avantasia, matéria de Paola Rebelo.

E o que rolou na primeira quinzena de junho?

Entrevistas:
Reviews de álbuns:
Especiais:
Todos os Drops Metal Media - CLIQUE AQUI
Todas as edições do Cinemetal - CLIQUE AQUI

Boa semana a todos e fiquem com uma boa trilha sonora para o momento que estamos acompanhando no Brasil...
- Tiago

Especial Angra Pt. 1: Fabio Lione

sábado, 15 de junho de 2013


Em 23 de maio de 2012, o vocalista Edu Falaschi publicou uma carta aberta anunciado sua saída do Angra após 11 anos a frente da banda. O assunto já estava em pauta entre os fãs por um bom tempo, fazendo com que o comunicado fosse apenas uma confirmação do que muitos já consideravam inevitável. Mais uma vez, os integrantes do Angra encaravam um momento de incertezas na carreira da banda. Não demorou muito para surgirem boatos e mais boatos sobre o próximo vocalista e o destino da banda.
Após alguns meses de silêncio, o Angra anunciou uma participação no 70000 Tons Of Metal, festival famoso por ser realizado em um cruzeiro. Inicialmente, foi divulgado pela produção do evento que a banda estaria apresentando seu novo vocalista no festival. Pouco tempo depois o Angra confirmou oficialmente o frontman responsável por encarar essa árdua tarefa de reviver o grupo: Fabio Lione. O experiente vocalista do Rhapsody Of Fire atuaria como integrante temporário para o Angra retornar aos palcos, até o momento do grupo escolher seu vocalista fixo. 
O sucesso da apresentação no 70000 Tons Of Metal foi tão grande que surgiu o convite para tocar no Live N' Louder, em abril de 2013. A conexão restabelecida com o público brasileiro somado a ótima recepção de Fabio Lione nos vocais impulsionaram a ideia de realizar uma turnê. Além disso, em 2013 completam-se 20 anos desde que "Angels Cry" foi lançado, tornando ainda mais especial essa ocasião. 
Para a felicidade geral dos fãs, o Angra está de volta e com força total! Para celebrar a aguardada turnê que tem início no mês quem vem, o All That Metal preparou vários posts especiais. Vamos apresentar uma série de matérias sobre diversos momentos da carreira do Angra, desde seus primórdios até os dias atuais. Nosso intuito é preparar os fãs não só para um momento histórico que está sendo vivido por uma das maiores bandas do Metal nacional, mas também para a apresentação que será realizada em Porto Alegre, no dia 1º de agosto (CLIQUE AQUI para todos os detalhes sobre o evento). O show em Porto Alegre é apresentado pela Abstratti Produtora e Urânio Produtora, e vai contar com a cobertura do ATM.
Na primeira matéria do Especial Angra, vamos falar sobre o convidado de honra desta grande celebração: Fabio Lione!

Slayer no remake de Evil Dead


Este post pode conter spoilers! Não é recomendando se você ainda pretende assistir o filme.

Review de CD: Broken & Burnt - Let The Burning Begin

quinta-feira, 13 de junho de 2013


O Broken & Burnt é uma banda formada em 2011 na cidade de Vitória, Espírito Santo. Lançaram seu primeiro álbum em outubro do ano passado, "Let The Burning Begin", onde apresentam uma sonoridade com base no Groove Metal. São 9 faixas de pura intensidade no debut, brindando o ouvinte com ótimos riffs e melodias que definem o que a própria banda chama de Alcoholic Groove Metal. No geral, personalidade é um dos pontos altos do Broken & Burnt, sendo possível notar até mesmo algumas influências de Thrash e Stoner Metal em suas composições. A formação do grupo conta com Hugo Ali Morelato (guitarra e vocal), César Schroeder (guitarra), Denis Coelho (baixo) e Apache Moons (bateria).

O trabalho abre com "Short-sighted Solution", logo de cara mostrando uma das principais características da banda, que é a exímia habilidade de compor refrãos marcantes, daqueles que grudam em sua mente logo na primeira audição. "Break & Burn" vem na sequência, uma das melhores faixas do álbum, com riffs de muito peso e uma ótima performance de Morelato nos vocais. É outra canção que tem um refrão de fácil assimilação, certamente entoado a plenos pulmões pelos fãs do grupo. A curta "Hatred Song" já começa de forma agressiva e soa bem mais direta que outras canções do álbum. Destaque especial na faixa para o baterista Apache Moons, mandando ver em um blast beat preciso, alternando entre outros momentos com mais groove e viradas bem criativas.

Sabe aquela música que você escuta pela primeira vez e já começa a balançar a cabeça? "The New Me" é assim, com riffs que tem uma ótima levada. É uma canção que evolui gradativamente até a chegada do solo de guitarra, perfeitamente encaixado dentro do contexto da faixa. Logo depois temos "Bleed", particularmente minha favorita do álbum. Seu começo é bem sereno com um trecho acústico, para depois despejar riffs pesadíssimos e muito bem estruturados. "Bleed" possui o melhor trabalho de guitarras do álbum inteiro, não há dúvidas. Não conseguiria explicar o real motivo, mas em alguns momentos lembra o The Haunted do álbum "The Dead Eye". 

Ainda temos "The Bait I Won't Bite" e "Those Down (Shall Rise)", canções que definem muito bem o que vem a ser o Alcoholic Groove Metal da banda. Apesar de bem diversas entre si, ambas possuem momentos de peso arrastado, conduzidos pelas guitarras de Morelato e Schroeder. Vale citar também o ótimo solo de "Those Down (Shall Rise)", um dos momentos mais brutais do álbum. 

"Tell Me No Lies" foi escolhida para ganhar um vídeo e é uma das melhores faixas de "Broken & Burnt". A composição alterna entre momentos mais calmos e outros mais pesados, mais uma vez destacando o ótimo trabalho das guitarras. Em "Tell Me No Lies" também fica mais evidente a influência de Stoner citada anteriormente. Fechando o álbum temos "Hate Will Grow", outra que podemos incluir como uma das melhores do petardo. Impossível escutar o trecho mais arrastado e não sair batendo cabeça conforme ele cresce gradativamente e nos conduz ao último solo de guitarra em "Let The Burning Begin".

A produção e mixagem do álbum não é nada que vai surpreender quem costuma escutar muitos lançamentos nacionais, mas é digno de nota. Cada instrumento pode ser escutado perfeitamente, em nenhum momento encontramos um caos sonoro que deixa a música incompreensível. Digo isso pelo simples fato de que vejo muita banda boa por aí que destrói sua música em trabalhos mal produzidos. Felizmente, não é o caso, "Let The Burning Begin" é uma estreia digna para o Broken & Burnt.

É uma banda que vale a pena conferir e que tem grande potencial para alçar voos maiores se conseguir dar continuidade a sua evolução sonora. Seu maior trunfo é partir do Groove Metal como base para direcionar a música muito além do rótulo. Dessa forma, o som do Broken & Burnt soa inovador e repleto de influências diversas, gerando uma banda com personalidade própria. Uma postura louvável na cena atual.

Nota: 4

Hibria: Confira as participações especiais de 'Silent Revenge'


O HIBRIA não para de surpreender seus  fãs com seu novo trabalho, 'Silent Revenge'.

Depois de mostrar um direcionamento ainda mais pesado através do primeiro clipe, 'Silence Will Make You Suffer', e de uma temática densa para o álbum, o grupo confirma as participações especiais do disco:

O primeiro a aparecer foi o pianista/tecladista Maurício Pezzi, no primeiro interlúdio de piano na carreira do HIBRIA na música 'Deadly Vengeance', confira:


Outro grande impacto será sentido com a participação do vocalista André Meyer, da banda de Thrash Metal DISTRAUGHT. O músico participa das músicas 'Silence Will Make You Suffer' e 'Silent Revenge', e traz novos ares e perspectivas para o HIBRIA, confira no clipe:



Mas o grupo gaúcho garante que as surpresas não param por aí: "Realmente mergulhamos dentro do conceito do álbum e os fãs terão muitas ótimas surpresas com ele. Nos dedicamos de corpo e alma para que esse disco se torne memorável" finaliza o guitarrista Abel Camargo.

'Silent Revenge' será lançado no Japão no dia 26 de junho e no Brasil em 13 de julho. O título e todo o álbum foram inspirados no filme argentino "O segredo dos seus olhos", um thriller psicológico que trata sobre perda, angústia, desejos não realizados e vingança.

O material foi gravado nos estúdios Hibria e Cidade Baixa sob a produção de Renato Osorio, também guitarrista do grupo. A masterização foi feita pelo norte-americano Mike Couzzi e a mixagem ficou a cargo de Benhur Lima, que também fez a capa do álbum.

O HIBRIA também convida novamente para a festa de lançamento do trabalho. A Festa acontecerá no dia 13 de julho, Dia Mundial do Rock, no Espaço Cultural 512, em Porto Alegre. Durante a festa, haverá a audição do álbum na íntegra e a venda do material em primeira mão. Uma apresentação de vídeos INÉDITOS de sua mais recente passagem pelo Japão no telão da festa também está confirmada.


Contato para shows: hibria@hibria.com

Sites relacionados:
www.hibria.com
www.facebook.com/HIBRIAOFFICIAL
www.myspace.com/hibria
www.metalmedia.com.br/hibria

Fonte: Metal Media

Drops Metal Media #020: RHESTUS, GOATLOVE, MORTIFER RAGE e BRUTOLOGOS


Novidades do Drops Metal Media:
  • Rhestus: Guitarrista fazendo concerto de violão na Espanha
  • Goatlove: Confira os vencedores da promoção e suas versões!
  • Mortifer Rage: Novo single, 'Field Of Flagelation', está disponível!
  • BRUTOLOGOS: Festival espanhol ganha versão brasileira

Six Strings Lovers: Os 10 Piores Solos de Guitarra de bandas consagradas!‏

quarta-feira, 12 de junho de 2013


por Lucas Queiroz

E aí Tr00zerada de todas as querências, como estão todos vocês?! Andam acompanhando o ATM? Espero que sim, o pessoal anda fazendo um trabalho macanudo e de muita responsabilidade. O nosso "chefe", Tiago Alano, até anda dando uma de radialista (pra quem não sabe, o Tiago está de parceiro durante uns tempos na Rádio Putzgrila, no programa NEW KIDZ ON DEAD ROCK, rádio online, muito bacana). Mas vamos ao que interessa...

Entrevista: SAVE OUR SOULS (Andrêss Fontanella e Jackson Harvelle)


Todos os anos acompanhamos dezenas de bandas nascerem no underground para logo depois encerrarem suas atividades pelos mais diversos motivos. Poucos conseguem ter profissionalismo e dedicação para levar adiante um trabalho sério e estabelecer seu nome no cenário nacional. Sendo assim, é louvável e digno de destaque quando uma banda produz música com personalidade e forma uma boa base de fãs, gerando reconhecimento como consequência de um bom trabalho. Esse é o caso da banda Save Our Souls, formada em Porto Alegre e que desde sua estreia nos palcos, em 2009, vem afirmando-se como um dos grupos mais promissores do gênero.
A Save Our Souls conseguiu conquistas muito importantes desde o início de suas atividades. Em 2011, lançaram seu primeiro registro em estúdio, um EP batizado como "Find The Way", contendo 4 faixas que mostram todo o poder e técnica do quarteto. Em tempos de saturação no cenário nacional, a Save Our Souls conseguiu criar algo inovador através de suas influências de Prog e Gothic Metal. Agora o grupo prepara-se para voltar ao estúdio e finalizar seu primeiro full-length, que já recebeu o título de "Soul Domination". 
Atualmente, a banda conta com Melissa Ironn (vocal e teclado), Marlon Lago (guitarra), Jackson Harvelle (baixo) e Andrêss Fontanella (bateria). Não vou negar, sou suspeito para falar da banda e o talento de seus integrantes, pois acompanho a carreira da Save Our Souls desde sua abertura para Paul Di'Anno, em 2009. Depois disso a banda já realizou outros feitos que marcaram sua carreira e é motivo de orgulho, como o show que abriram para o Kamelot e, mais recentemente, a apresentação com o Nightwish em dezembro do ano passado. 
Conversamos com Andrêss e Jackson sobre os planos para o futuro da banda, o crescente reconhecimento e muitos outros assuntos. O resultado da entrevista você confere agora mesmo! Assista também vídeos da abertura para o Nightwish ao final do post.

Avantasia: informações sobre o show em São Paulo


Um grande evento para os fãs de power metal se aproxima. No último sábado deste mês (29/6), em São Paulo, a casa HSBC Brasil e a produtora Free Pass vão presentar os headbangers de todo o Brasil com um único show do projeto Avantasia.  Após três anos de inatividades desde o lançamento de Angel of Babylon, a metal opera capitaneada por Tobias Sammet retorna ao mundo da música com o álbum conceitual The Mistery of Time, lançado em março deste ano.

O chamado The Mystery World Tour tem como premissa ser a turnê mais grandiosa já realizada pelo projeto de Sammet. Nas palavras do próprio vocalista: "quero que seja o maior espetáculo que você já viu, quero trazer mais vocalistas, fazer shows maiores, torná-lo uma gigantesca ópera rock. Para abranger todas as eras e histórias do projeto, esses concertos serão mais extensos, e a noite será inteiramente dedicada ao Avantasia, sem nenhum ato de apoio adicional”.

A equipe de instrumentistas que acompanhará Tobias Sammet neste ano é composta por Sascha Paeth (Heaven's Gate) e Oliver Hartmann (At Vance) nas guitarras, Felix Bohnke (Edguy) na bateria, Michael "Miro" Rodenberg (Heaven's Gate, Rhapsody of Fire, Luca Turilli) no teclado e André Neygenfind (Groove Galaxi), que divide o baixo com o mentor do projeto. Os cantores que farão parte da turnê serão, em geral, veteranos do Avantasia. São Paulo ouvirá de perto as vozes de Michael Kiske (Helloween, Unisonic), Eric Martin (Mr. Big), Amanda Somerville (Trillium), Bob Catley (Magnum) e Thomas Rettke (Heaven's Gate). Ronnie Atkins (Pretty Maids) também participará da turnê, porém não se apresentará nos países da América do Sul e no festival Bloodstock Open Air, no Reino Unido.

The Mystery World Tour já está na estrada desde abril, e a jornada que começou na cidade de Mons, na Bélgica, se estende por mais de dez países antes de fazer sua apresentação única em terras brasileiras. A turnê passará por vinte países até agosto, com passagem por mais de cinco festivais de música. Após completar o primeiro ciclo de shows na Europa, Tobias Sammet e sua equipe passarão, além do Brasil, pela Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Canadá, seguindo para uma apresentação única no Japão e, por fim, retorna à Europa para mais cinco apresentações.

O show em São Paulo já está com ingressos esgotados em quase todos os setores, porém aos atrasados ainda é possível garantir sua entrada apenas para a pista VIP no Ingresso Rápido, pelo valor de R$ 360 (lembrando que meia entrada de estudante é válida apenas para estudantes do estado de São Paulo). A faixa etária do evento será de 14 anos e a abertura da casa acontecerá às 20h, estimando-se que o show começará às 22h e terá cerca de três horas de duração.

E enquanto o grande dia não chega, o All That Metal preparou uma matéria especial para vocês relembrarem a trajetória desse grande projeto de Tobias Sammet. Shall we?

O surgimento da metal opera

O projeto Avantasia surgiu na primavera de 1999, durante o Theater of Salvation Tour, do Edguy, banda original de Tobias Sammet. O baixista e vocalista criou o conceito de metal opera, com seus músicos convidados em álbuns conceituais de caráter épico, que seria repetido por diversos outros artistas anos mais tarde. Segundo Sammet, o nome Avantasia surgiu da junção das palavras Avalon (ilha lendária das crônicas arturianas) e Fantasia (do livro alemão “A História Sem Fim”).

Durante dois anos, Tobias Sammet se focou em compor as músicas, escrever a história e recrutar músicos de peso para o álbum de estreia de seu ambicioso projeto. Assim, em janeiro de 2001, foi lançado o single homônimo ao nome do projeto. Um ano e nove meses mais tarde, eram lançados os The Metal Opera Part I e Part II, que já apresentavam logo de início grandes vozes como Sharon den Adel (Within Temptation), André Matos (Angra, Shaaman), Michael Kiske (Helloween, Unisonic), entre outros.

The Wicked Trilogy

O sucesso dos dois primeiros trabalhos do supergrupo foi tanto que não tardou que os fãs começassem a se questionar se Tobias estaria trabalhando em um novo álbum. Em 2006, ele finalmente quebrou o silêncio e confirmou que mantinha o projeto Avantasia ativo e que estava, de fato, escrevendo e compondo uma nova história.

Em novembro do ano seguinte, foram lançados os EPs Lost in Space Part I e Part II que mantiveram o mesmo nível de seus convidados dos primeiros álbuns do projeto: foram introduzidos Jorn Lande e Amanda Sommerville, além do retorno dos poderosos gogós de Kiske e Catley. Dois meses mais tarde, seria lançado The Scarecrow, a primeira parte da trilogia chamada The Wicked Trilogy. Além de o álbum incluir as participações especiais de nomes como o baterista Eric Singer (Kiss) e Alice Cooper (dispensa apresentações, né?), foi durante esse período em que o guitarrista e produtor Sasch Paeth ingressou na banda como membro fixo.


No final de 2009, Tobias anunciou que estava trabalhando nos dois álbuns que fechariam o arco iniciado em The Scarecrow. Em abril do ano seguinte, foram lançados juntos os álbuns The Wicked Symphony e Angel of Babylon. A trilogia foi o maior sucesso comercial do Avantasia, e The Scarecrow foi o primeiro álbum a entrar para o Music Charts, em 2008, e se manteve por 28 semanas em nove listagens diferentes. The Wicked Symphony, por sua vez, se manteve por 27 semanas em oito listagens, e o Angel of Babylon se manteve por apenas uma semana no Sweden Albums Top 60.



A Ópera Voadora

Com o lançamento de The Scarecrow, o Avantasia foi convidado a participar do Wacken Open Air. O que seria apenas um show em um festival se estendeu a uma turnê de 13 shows durante o verão europeu de 2008. Em março de 2011, foi lançado o DVD The Flying Opera, cujo conteúdo inclui dois shows apresentados no Wacken e no festival Masters of Rock.


Em 2010, o projeto de Sammet se pôs na estrada outra vez em uma turnê de 12 shows que passou pela Europa, Ásia e América do Sul. A turnê foi um sucesso, e a maioria das apresentações esgotaram os ingressos à venda rapidamente. Para conhecer um pouco mais sobre essas duas turnês além do que está no DVD, no canal do YouTube de Amanda Sommerville há vários vídeos sobre o tempo em que ela passou na estrada com o resto da equipe do Avantasia.



O retorno de Avantasia

Como o próprio Tobias Sammet havia anunciado, o projeto Avantasia deveria ter encontrado seu fim em 2011. "Eu sabia que já havia dito tudo o que poderia ter dito em nome do Avantasia", disse o vocalista quando revelou ao mundo que não voltaria a gravar mais álbuns com sua metal ópera. Logicamente, Tobias percebeu que aquela provavelmente não era a melhor ideia que ele já teve, e o resultado disso se tornou o álbum The Mystery of Time, lançado em março de 2013.

Trata-se do primeiro álbum conceitual cuja história não terá continuações, além de ser o primeiro a ser inteiramente orquestrado, pela German Film Orchestra Babelsberg, da cidade de Potsdam. Os membros convidados presentes nesse álbum são os instrumentistas Russell Gilbrook, Bruce Kulick, Oliver Hartmann e Arjen Anthony Lucassen, enquanto os cantores são Joe Lynn Turner, Biff Byford, Michael Kiske, Ronnie Atkins, Eric Martin, Bob Catley e Cloudy Yang.



O que podemos esperar do show

O All That Metal organizou uma possível setlist para o show de São Paulo, baseada nas estatísticas do Setlist.fm e nas setlists dos shows anteriores do The Mystery World Tour, que podem ser vistas no Kiske Fan Club. Eis nosso palpite:

01. Intro: Also Sprach Zarathustra (A Space Odyssey soundtrack)
02. Invoke the Machine
03. Spectres
04. Black Orchid
05. Reach Out for the Light
06. Breaking Away
07. The Great Mystery
08. The Story Ain't Over
09. Scale of Justice
10. What’s Left On Me
11. Promised Land
12. Sleepwalking
13. The Scarecrow
14. Farewell
15. Shelter From the Rain
16. Lost in Space
17. Dying for an Angel
19. The Seven Angels
20. The Sign of the Cross

Hecatombe: indicação de melhor videoclipe e mudanças na formação


Cerca de uma semana depois de publicarmos uma entrevista com Boll3t e Wood, do Hecatombe, aqui no All That Metal, a banda faz dois anúncios importantes. Uma notícia é para dar orgulho a cena gaúcha, pois a banda recebeu uma indicação no festival de cinema Porto7, concorrendo na categoria Melhor Videoclipe com o aclamado "Inner Pain". Em contrapartida, a banda também divulgou que o vocalista Mark e o guitarrista Caldo estão deixando a banda.


O festival Porto7 será realizado entre os dias 12 a 16 de junho, na cidade do Porto, Portugal. "Inner Pain" é o único vídeo nacional concorrendo na categoria, ao lado de outros nomes de Noruega, Polônia, Espanha e Portugal. Hoje a noite, o vídeo de "Inner Pain" será exibido no Hard Club. Para mais detalhes sobre o evento, clique aqui. Na entrevista anteriormente citada, você pode conferir Wood contando todos os detalhes sobre a produção do vídeo.

Quanto a mudança de formação, a banda já está procurando por novos integrantes. Segundo Boll3t: "Buscamos novos integrantes que sejam criativos e que tenham comprometimento, dedicação, atitude, espírito de grupo e principalmente interesse em escrever músicas. Os planos da banda a curto prazo incluem ensaios para posteriormente iniciar as gravações de um álbum e sair em turnê. É essencial uma mente aberta livre de preconceitos musicais."
Interessados podem entrar em contato pelo e-mail: band@hecatombe.com.br


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O tal absinto: dicas de preparo e a trilha sonora ideal

terça-feira, 11 de junho de 2013



 por Adriano Pasini

Lá estava você, em sua casa aos seus quinze anos de idade. Conhecendo bandas como Metallica, Motörhead e Iron maiden, quando tempos depois você se interessa por bandas de cunho mais sombrio e mais oculto. Bandas de Gothic Metal ou Black Metal começam a fazer parte da sua lista, de seu acervo musical. Até que por algumas conversas entre amigos ou por filmes, você descobre sobre o tal absinto e a a relação com o seu novo “gênero musical”.

Grave Digger em POA/RS: vídeo institucional da Abstratti


A Abstratti Produtora acabou de liberar um vídeo institucional com imagens do show do Grave Digger em Porto Alegre. A apresentação realizou-se no último dia 30 de maio, no Beco. O All That Metal estava lá e publicamos um review com todos os detalhes e fotos do evento (CLIQUE AQUI para conferir). 


Drops Metal Media #019: WOSLOM e SCIBEX


O drops de terça-feira vem com:
  • Woslom: Show de lançamento do novo álbum no Panzer Fest
  • Scibex: CD 'Path To Omors' a venda na Galeria do Rock

Entrevista: TRAIL OF SINS (Artur Arndt)

 

 por Paulo Momento

Em uma noite de domingo, fui recebido pelo pessoal da Trail of Sins para conferir o ensaio com a nova formação da banda. Atualmente a Trail Of Sins conta com Artur Arndt (G), Vinicius Cunha da Silva (G), Nany Yates (V), Paula Oliveira (B), Marcelo Rubira (D). Foi um convite especial, pois fui um dos membros que recentemente deixou a banda, e a expectativa em torno da nova formação era grande. Fui recebido com vinho e salgadinhos, em uma bela confraternização, afinal, saí da banda, mas mantive os amigos! O vídeo que segue é desse ensaio, e atesta que a banda está afiada para o show no Bokada Metal Fest 2. Após esse ensaio, e com base no que conversamos, fiz uma entrevista com o guitarrista e fundador Artur Arndt, um apanhado geral sobre a história da banda, a cena local de Pelotas, a produtora Bokada e muito mais. Confira!

ERIDANUS: nova formação e primeiro álbum a caminho


A banda porto alegrense de heavy metal ERIDANUS está de cara nova e gravando seu álbum de estréia que conta com a seguinte formação:

- Thiago Lauer – vocal
- Roger Feilstrecker – guitarra
- Deivid Morais – guitarra
- Andi Castro – baixo
- Rafael Reis - bateria

O álbum, intitulado "HellTherapy", está sendo gravado no Estúdio Nitro, com produção de Roger Fingle (Blood Tears, Seduced by Suicide) e tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano. Sobre esta nova fase Roger Feilstrecker, guitarrista da banda, comenta: "Neste álbum a Eridanus mostra seu som totalmente reformulado, do extremo peso de guitarras a todo volume, às baladas que grudam nos ouvidos, unindo todas as melhores escolas do Heavy Metal e Hard Rock."


Fonte: Seagal Metal Press

Review de CD: The Black Dahlia Murder - Everblack

segunda-feira, 10 de junho de 2013


Ao longo dos últimos 10 anos, a cena mundial assistiu a ascensão de inúmeras bandas novas de Death Metal nos Estados Unidos. Muitas dessas bandas não restringiram-se a seguir os caminhos mais convencionais desse subgênero, optando por adicionar algumas influências diferentes e gerando uma certa resistência por parte dos fãs mais radicais. Tanto que é comum ver algumas dessas bandas sendo erroneamente associadas ao popular Deathcore, que alcançou seu apogeu no início da década atual. The Black Dahlia Murder foi uma dessas bandas que expandiu os horizontes com um Death Metal melódico bem distante dos clichês e com muita identidade própria.
"Everblack" foi o nome escolhido para o 6º álbum de estúdio da banda de Waterford, Michigan. O lançamento é um passo adiante em relação ao trabalho anterior, "Ritual", de 2011. É aquele tipo de álbum que basta você dar o play na primeira música e depois apenas curtir toda a sua brutalidade ao longo das 10 faixas. Em "Everblack" temos um peso intenso do início ao fim, canções que conseguem ser diretas e tecnicamente complexas ao mesmo tempo, tudo na medida certa e sem exageros. 
Logo na primeira faixa, "In Hell Is Where She Waits For Me", já dá para ter uma noção que aqui a coisa é brutalidade o tempo inteiro. "Goat Of Depature" segue a mesma linha, com destaque especial para os blast beats do novo baterista da banda, Alan Cassidy (ex-Abigail Williams), certamente um dos melhores do metal extremo na atualidade. As duas canções que abrem o álbum também ressaltam outra grande qualidade do Black Dahlia: as letras bem elaboradas com temáticas de horror e suspense, muitas vezes inspiradas em obras de H.P. Lovecraft. Certamente, um diferencial que vale como atrativo a mais para quem curte sua música.
Em "Into The Everblack" o peso segue, mas no meio da canção temos um trecho com guitarras mais melódicas e teclados que dão um clima grandioso para a faixa. É inegável o fato de que é um dos destaques do petardo, isso para não dizer que podemos considerá-la uma das melhores músicas lançadas em 2013. "Raped In Hatred By Vines Of Thorn" e "Phantom Limb Masturbation" seguem a mesma linha de agressividade intercalada por melodias marcantes dos guitarristas Brian Eschbach e Ryan Knight.
Em "Control" nos deparamos com um breve momento de peso cadenciado que depois é acelerado pelo pedal duplo de Cassidy. Ainda temos um dos melhores solos de guitarra do álbum em "Control", além do espetacular dueto de guitarras próximo ao fim. "Blood Mine" é curta e vai direto ao ponto, sem frescuras. Mas é na faixa seguinte que o ouvinte é conquistado de vez pelo álbum, com "Every Rope A Noose", outro destaque de "Everblack". Um peso absurdo, destruição total! Isso sem contar o vocal sobre-humano de Trevor Strnad, literalmente apavorante o que ele fez nessa que é uma das melhores faixas do trabalho.
Para encerrar temos "Their Beloved Absentee" e "Map Of Scars", duas canções que seguem a linha tradicional da banda, ou seja, muito peso, agressividade e melodias bem trabalhadas. Vale ressaltar que "Their Beloved Absentee" tem uma letra bem criativa e interessante. E eu sei que parece estranho alguém dar atenção para letras de uma banda onde parece impossível entender o que o vocalista está cantando, mas é que o Black Dahlia realmente é uma excessão. A banda tem conteúdo e acho importante destacar isso.
Pode não ser o melhor álbum do The Black Dahlia Murder, ainda mais considerando que "Nocturnal" (2007) e "Miasma" (2005) são duas pérolas que dificilmente serão superadas. Mesmo assim, "Everblack" não é um álbum que deve passar despercebido, pelo contrário, marca um passo adiante na carreira da banda e é obrigatório para quem curte um som extremo bem trabalhado. Forte candidato para listas de melhores do ano!

Nota: 4,5